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Jornal: Valor Econômico
Título: “Aplicador vê custo menor ao optar pelo Tesouro Direto”
Data: 10/01/2008
O Tesouro Direto, sistema de venda direta de títulos públicos ao investidor, completa seis anos de existência este mês e fechou o ano passado superando a marca dos 100 mil aplicadores cadastrados. Embora as taxas embutidas nos papéis prefixados e indexados à inflação estejam oscilando mais nos últimos tempos no Tesouro Direto, o que poderia afastar compradores, o secretário-adjunto do Tesouro, Paulo Valle, comemora os resultados e diz que os investidores já estão mais familiarizados com as operações. "Os investidores estão cada vez mais entendendo como funciona a lógica dos papéis e a questão das taxas e dos cupons", diz Valle. "Além disso, muitos deles adquirem papéis de olho na aposentadoria, tanto que a NTN-B Principal é um dos títulos mais demandados".
A perspectiva de Valle é de que o Tesouro Direto continue crescendo em 2008. "Estamos conversando com os agentes de custódia e vendo o que é possível fazer para melhorar os esforços de venda", afirma Valle. Segundo ele, uma das possibilidades é expandir a integração dos sistemas em algumas instituições, para facilitar a vida do investidor. Outro projeto é aumentar os investimentos em propaganda do sistema, para atrair mais aplicadores.
De acordo com dados disponíveis no site do Tesouro Nacional, nos últimos 12 meses, os papéis mais longos, indexados à inflação, foram os que ofereceram os ganhos maiores. Mas é preciso ficar atento, pois os papéis de prazo longuíssimo são aqueles que podem sofrer também mais volatilidade.
Uma vantagem do Tesouro Direto apontada por especialistas é o custo da aplicação, que pode ser muitas vezes menor do que um fundo e, com isso, aumentar o ganho final. Porém, diz um deles, muitos investidores ainda não têm o hábito de comparar os custos, ou seja as taxas de administração dos fundos com as cobradas para o Tesouro Direto. Outra recomendação citada é atentar para o próprio perfil e olhar o cenário à frente, pois, como diz a máxima do mercado, rentabilidade passada não é garantia de ganho no futuro.
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