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Jornal: Valor Econômico
Título: “Tarifa cobrada pela corretora pesa no retorno”
Data: 12/09/2007

Ao investidor interessado em comprar títulos públicos pelo Tesouro Direto e escapar das taxas de administração cobradas em fundos de bancos de varejo, não basta escolher em que papéis aplicar. A diferença entre uma estratégia bem-sucedida ou não em renda fixa pode estar nos custos. Além de ter de olhar os melhores prazos para se beneficiar da tabela regressiva de imposto de renda - que começa em 22,5% para períodos inferiores a 180 dias e cai a 15% para vencimentos superiores a 720 dias -, o aplicador precisa ficar atento às tarifas cobradas pelas corretoras que atuam como agente de custódia. Há ainda um custo fixo de 0,40% ao ano destinado à Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). 

No ranking elaborado pelo Tesouro Direto, com as 33 corretoras que têm os custos mais baixos, só há quatro instituições ligadas a bancos de varejo: HSBC, que cobra 0,30% ao ano; o Unibanco Investhop, com 0,35%; o ABN Amro Real e a Caixa Econômica Federal, com tarifas de 0,40% ao ano. A melhor opção na pesquisa do Tesouro é a Socopa, que não cobra nada pelo serviço. Em seguida estão as corretoras Ativa, Renascença e Theca, com 0,20% ao ano, e a Ágora, com 0,23% ao ano. 

Bradesco e Itaú, os maiores bancos privados de varejo, estão fora do ranking e são de longe as alternativas mais inviáveis, cobrando 4% de taxa mais um valor fixo de R$ 25,00 por operação realizada. Para se ter uma idéia, na compra da LTN ontem a 12% ao ano, com vencimento em 1º de outubro de 2009, o retorno líquido do investidor se limitaria a 5,73% ao ano, em comparação aos 9,89% que obteria se optasse pela corretora que não cobra a tarifa. Numa aplicação de R$ 100 mil, ele deixaria de embolsar R$ 4,5 mil, mais do que o imposto de renda de R$ 3,9 mil. (AC) 


     

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