VI PRÊMIO TESOURO NACIONAL
AJUSTE FISCAL E DÍVIDA PÚBLICA
AGUIAR, Marcelo Enk de. Déficit e Ruptura do Padrão de Financiamento Público: As Origens da Crise na Década de Oitenta. Brasília : ESAF, 2001. 38 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Porto Alegre (RS).
Este estudo discute a origem da problemática do déficit público no Brasil, identificada com a crise do financiamento ao setor público nos anos oitenta. A partir desta década, o déficit é alçado a uma nova categoria, assumindo a condição de problema fundamental da economia brasileira, tema freqüente de debates no espaço econômico e posteriormente fora dele, condicionante de políticas e variável indispensável na avaliação da economia e nos acordos com organismos internacionais, situação que permanece até os dias de hoje. Discute-se alguns aspectos relevantes da definição e interpretação do déficit público, acompanhados do debate e da evolução histórica situada na década de oitenta, procurando lições mútuas de ambas as análises. O artigo procura revisar as contribuições sobre o tema, não incorporando uma análise da situação atual. Entretanto, considera-se que a análise contemporânea da questão do déficit e financiamento público pode absorver contribuições e lições do estudo das origens da crise, por demais esquecido.
ARAÚJO, Carlos Hamilton Vasconcelos. Mercado de Títulos Públicos e Operações de Mercado Aberto no Brasil / História Recente e Procedimentos Operacionais. Brasília : ESAF, 2001. 57 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Rio de Janeiro (RJ).
Este trabalho analisa aspectos institucionais e legais envolvidos na história recente da dívida mobiliária federal interna. Trata-se, por exemplo, da ligação entre o fortalecimento do mercado de títulos públicos e a institucionalização das operações de mercado aberto. Em outra frente, faz-se exposição dos procedimentos operacionais envolvidos nas negociações com título públicos, particularmente, nas ofertas públicas (leilões) e nos leilões informais (go arounds), bem como na liquidação financeira desses eventos. Por fim, discute-se o processo de precificação dos títulos públicos, inclusive, com a apresentação de exemplos para os mais negociados atualmente.
AZEREDO, Francisco Eduardo Pavanelli de. Modelo de
Simulação da Dívida Pública Brasileira. Brasília : ESAF, 2001. 78 p.
Monografia vencedora em 1° lugar no VI Prêmio Tesouro
Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Rio de Janeiro (RJ)
O objetivo desse trabalho é, primeiramente, construir um modelo de simulação da dívida interna do setor público brasileiro e de seus principais componentes, com base em cenários para as principais variáveis macroeconômicas que afetam o risco de rolagem e o custo de serviço da dívida. Em um segundo estágio, implantar estratégia de composição da dívida pública e examinar os impactos destas sobre a evolução da dívida em períodos posteriores. Este trabalho pretende, portanto, desenvolver um modelo capaz de simular o comportamento do tamanho e composição da dívida pública: i) diante de diferentes cenários macroeconômicos comportamento do câmbio, inflação, taxa de juros e, ii) tomando como dados as estratégias e os objetivos das autoridades fiscal e monetária. Com os resultados desse modelo, poderemos, então, analisar a distribuição, em especial, o valor esperado e a variância do tamanho e da composição da dívida para cada estratégia. Em um primeiro momento, teremos que desenvolver um modelo de simulação capaz de gerar cenários macroeconômicos consistentes. Mais especificamente, será preciso gerar, para cada mês, cenários numéricos para as principais variáveis macroeconômicas que afetam a rentabilidade dos títulos públicos e, portanto, o montante da dívida. Assim como as variáveis macroeconômicas, as obrigações indexadas da dívida pública possuem comportamento estocástico (aleatório ao longo do tempo). Como conseqüência, teremos que gerar cenários para os componentes da dívida pública, dentro de certas suposições e levando em conta as estratégias de administração da dívida e os cenários macroeconômicos gerados. Após essa etapa, apresentaremos algumas estratégias de composição da dívida pública. A partir destas estratégias, conseguiremos construir os cenários para cada componente da dívida e, portanto, para a dívida total. No Capítulo I, apresentamos a introdução do trabalho com as suas principais motivações, a metodologia utilizada e um resumo geral. No Capítulo II, desenvolvemos um modelo simples de geração de cenários macroeconômicos. Neste exercício, utilizamos o modelo de simulação Monte Carlo Estruturado, onde os cenários das variáveis macroeconômicas são gerados com base nas médias e covariâncias históricas destas variáveis e assumindo ausência de autocorrelação. No Capítulo III, introduzimos o modelo de simulação da dívida pública, onde assumimos certos pressupostos necessários para a construção do modelo vencimento total da dívida a cada mês, capitalização contínua dos juros, indiferença ao risco, igual grau de liquidez e mesma incidência de impostos para todos os títulos. Diante desses pressupostos construímos o modelo de simulação da dívida pública. No Capítulo IV, supomos algumas estratégias simples de composição da dívida pública e simulamos a evolução da dívida. Apresentamos os resultados destas simulações em forma de gráficos e tabelas, comparando os resultados encontrados.O Capítulo V, permitimos a emissão de títulos com maturidades diferentes e construímos um novo modelo de simulação da dívida pública interna brasileira, baseado em uma estratégia simples de composição e maturidade da dívida pública brasileira.
CAMPOS, Alexandre de Souza. Modelo de Gerenciamento de Risco Cambial para Dívida
Pública. Brasília : ESAF, 2001. 68 p. Monografia premiada em 3° lugar no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e
Dívida Pública, Brasília (DF)
O trabalho consiste em uma proposta de modelo para a análise do risco cambial da dívida do setor público. A variável relevante é o desembolso em reais do Tesouro Nacional e o resultado é obtido sob a forma de uma distribuição de probabilidades desse desembolso futuro. O modelo utiliza-se de simulações de Monte-Carlo implementadas em planilhas eletrônicas e é flexível o suficiente para permitir a incorporação de diversos tipos de informações, tais como dados históricos, previsões de mercado, etc. Além da descrição do modelo e da sua fundamentação teórica, são apresentados os resultados para uma carteira de 21 títulos da dívida externa de responsabilidade do Tesouro Nacional. Um desenvolvimento natural dessa abordagem é a possibilidade de determinação de uma carteira ótima, do ponto de vista da relação entre custo esperado e volatilidade, de compromissos do setor público denominados em moeda estrangeira.
DIAS, Andréia Baltazar. Dívida Interna e Externa. Brasília : ESAF, 2001. 55 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Londrina (PR).
Há muito o Brasil convive com o problema da dívida pública. Seu crescente endividamento externo, junto aos banqueiros internacionais, acoplado com a dívida interna contribuem para o déficit econômico brasileiro. As crises da dívida externa nos anos 80 e 90 fizeram com que esta atingisse valores vultosos e que seu controle fosse de difícil administração pelo governo. Diante disso, e a fim de garantir que a dívida circule com o envio de divisas aos credores externos, o FMI impôs várias diretrizes ao Brasil. Assim, para conseguir novos empréstimos junto ao Banco Mundial, o Brasil tem de rigorosamente cumprir o estabelecido por este Fundo Monetário Internacional. Ocorre que, muitas vezes, o adimplemento das dívidas é conseguido a custa de uma desestruturação no campo social. Setores essenciais e carentes de investimentos tais como os de saúde, educação e trabalho ocupam segundo plano em relação ao motivo maior do pagamento da dívida. O Brasil, atualmente, encontra-se de "mãos atadas". Tornou-se difícil o pagamento da dívida e, na maioria das vezes, o capital arrecadado com empréstimos é majoritariamente destinado à circulação dessa própria dívida. Isso se dá porque os financiadores somente emprestam capital ao país se este amortizar parte da dívida já existente. Destarte, o governo tentou não apenas arrecadar, mas também reduzir algumas despesas internos. Desse modo, privatizações foram realizadas com o intuito de se cortar gastos Estatais. Alguns especialistas apontam como solução à divida pública o incentivo à exportação brasileira. Esta posição é defendida por muitos economistas e ministros, e parece ser a atual meta do governo. Seja qual for a decisão adotada, o que se deve evitar a qualquer custo é o crescimento da dívida que o governo vem contraindo com sua própria população: a dívida social. A dívida brasileira ou seja, de todos cidadãos do Brasil não deve ser à nação atribuída somente quando do seu pagamento. Também quando da concessão de empréstimos a nação deve ser preferencialmente lembrada, pois é sua real financiadora. E como maior contribuinte à efetiva quitação da dívida os empréstimos de banqueiros e empresas que são utilizados para o problema da dívida não a resolvem de fato, pois apenas fazem circular esse débito deveria ser a sociedade visivelmente beneficiada com os empréstimos conseguidos. Diante disso, cada vez mais parece estar distante a solução para as crescentes dívidas interna, externa e social - que há tanto fazem parte da realidade da nação brasileira.
LIMA, Luciane Pimentel de. Estudo sobre o Limite de Endividamento das Empresas Estatais Federais. Brasília : ESAF, 2001. 79 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Brasília (DF).
Este trabalho visa analisar os atuais desequilíbrios financeiros a que estão sujeitas as empresas estatais, principalmente em relação à capacidade destas de custear suas despesas e ao seu padrão de financiamento, entre 1994 e 1999. O estudo, também, busca evidenciar que os atuais parâmetros definidos como limite ao endividamento das empresas estatais brasileiras estabelecidos na Resolução do Senado n.º 96, de 15 de dezembro de 1989, merecem ser aperfeiçoados.Além disso, avaliou-se o desempenho financeiro das empresas estatais, também, do ponto de vista dos serviços ou dos bens efetivamente produzidos por essas empresas. Procurou-se, assim, identificar quais as empresas dependentes do Tesouro Nacional que, efetivamente, empregam os recursos públicos na produção de externalidades positivas ou de produtos que possuem a característica de bens públicos. Apenas, assim, pode-se examinar se os desajustes no gerenciamento de empresas estatais que atuem em regime de concorrência com as empresas privadas estão sendo sancionados pela concessão de novos financiamento ou ainda pela transferências diretas de recursos do Tesouro.
MENEGUIN, Fernando Boarato. Reeleição e Política Fiscal: Um Estudo dos Efeitos da Reeleição nos Gastos Públicos. Brasília : ESAF, 2001. 31 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Brasília (DF).
O objetivo deste artigo é promover um estudo que relacione a possibilidade de reeleição do governante com a situação do déficit público do governo. Para motivar o trabalho são apresentados alguns fatos estilizados referentes à política fiscal de estados brasileiros em ano eleitoral, sugerindo que o governante tende a gastar mais quando não espera ser reeleito e a ser mais contido quando espera sucesso na reeleição. Um estudo econométrico parece confirmar essa motivação dos titulares de cargos executivos. Desenvolve-se então um modelo de determinação do nível ótimo de gastos do governo, que tem na disciplina de mercado e na reeleição seus sustentáculos. Os resultados teóricos confirmam a intuição de que um governante com expectativa de ser reeleito apresenta comportamento fiscal mais responsável, sugerindo que o instituto da reeleição tem externalidade positiva sobre as contas públicas, resultado oposto àquele previsto pela teoria dos ciclos econômicos de origem política (political business cycles).
MONTEIRO, Lygiane Bezerra de Menezes. "Exchange-Offers": Uma nova Proposta Sobre Ganhos Financeiros. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Brasília (DF).
O desenvolvimento dos países integrantes dos chamados mercados emergentes tornou-se uma das principais atrações do mercado financeiro internacional. Países integrantes do Plano de Renegociação de Dívidas Externas Plano Brady, tornaram-se ávidos por terem seus títulos sujos (como se chama no mercado) retirados do mercado, em virtude de causarem distorções em suas curvas de juros e da possibilidade de arbitragem devido a subprecificação destes papéis. Foram criadas as Exchange Offers (Operações de Troca ) com o intuito de resgatar esses títulos colocando outros no lugar a um custo mais atraente. Porém, a mensuração dos ganhos dessas operações sempre foram feitas sob a ótica do mercado. Devido a esse lapso, muitos países podem ter seus resultados alterados, talvez indesejados. Preocupados com a correta contabilização dos resultados desse tipo de operação, desenvolvemos um modelo que compreende todas as variáveis envolvidas no processo, e é voltado às necessidades do Tesouro Nacional. A intenção deste trabalho é apontar as divergências encontradas no modelo de mercado e apresentar a ferramenta necessária para completar o mecanismo utilizado para o sucesso de tais operações.
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Este artigo apresenta um modelo onde o processo de decisão fragmentada da política fiscal gera comportamentos para o déficit e a dívida pública distintos daqueles associados aos modelos keynesiano e de tax smoothing. No modelo apresentado, o comportamento estratégico de diferentes grupos de interesse explica a existência de um viés de déficit na política fiscal e a demora para a estabilização. Além de analisar estes resultados teóricos, outro objetivo do texto é avaliar as possibilidades de utilização do modelo para explicar o comportamento da política fiscal no Brasil através da mudança de regime markoviano. A partir de então, neste artigo investiga-se duas possibilidades. Em primeiro lugar comparar os períodos de mudança de regime do déficit primário, da dívida pública, o diferencial de juros e o nível de reservas. Em segundo lugar verificar o comportamento da dívida e do déficit primário a partir da inclusão de um choque exógeno, que neste caso é caracterizado tanto pelo diferencial de juros quanto pelo nível de reservas. Os resultados econométricos obtidos indicam que mudanças abruptas no comportamento da dívida, crescimento/redução, são seguidas de períodos de ajuste/expansão fiscal. Este resultado é compatível com o modelo de decisão fragmentada para a política fiscal analisado no trabalho, dado que lá os grupos de interesse observam o comportamento da dívida com a variável relevante para tomar suas decisões de gastos líquidos do governo. Quanto ao impacto dos choques externos sobre o ajustamento fiscal, a utilização do diferencial de juros se encaixa melhor nos períodos que se seguem às crises asiática e russa (1997 e 1998), do que à crise mexicana no fim de 1994. Assim, o modelo empregado oferece explicações mais convincentes sobre um tipo de comportamento coletivo, justificado por alguns dos resultados econométricos aqui apresentados.
NICCHIO, José Adolfo. O Comportamento da Dívida Pública Interna Brasileira na década de 1990: Dinâmica Sustentabilidade. Brasília : ESAF, 2001. 80 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Maringá (PR).
O objetivo deste trabalho é discutir o comportamento do endividamento público interno brasileiro na década de 1990, de modo a caracterizar e identificar sua dinâmica e testar sua sustentabilidade no longo prazo. Para isso, inicialmente faz-se uma discussão onde descrevemos a origem do endividamento e os acontecimentos relativos as finanças públicas para a década de 1980 e 1990. Numa fase posterior, realizamos testes econométricos de causalidade de Granger e de co-integração para comprovar empiricamente a dinâmica assumida pela dívida e sua sustentabilidade no longo prazo. Os resultados demonstram que a exemplo da década de 1980, a década de 1990 apresentou uma dinâmica de endividamento estritamente financeira, derivada de uma política de juros altos e financiamento dos déficits operacionais. Porém, a causa fundamental do endividamento público está relacionada aos desequilíbrios estruturais da economia que repercute na taxa de juros. Apesar de haver crescimento da relação dívida/PIB no curto prazo, os testes de co-integração apontaram a existência de equilíbrio entre as variáveis no longo prazo.
PANZIERI FILHO, Adonírio. Teste de Stress e Mensuração de Dependência pela Teoria de Valores Extremos: Propostas de novos Métodos e Aplicações a Dados Brasileiros. Brasília : ESAF, 2001. 78 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Brasília (DF).
Este ensaio foi elaborado em três etapas. Partimos da reformulação do método de teste de stress para posições de mercado decompostas em fatores de risco proposto por Longin [30, 29, 31]. Este método, que utiliza uma técnica da Teoria de Valores Extremos (TVE) bi variada para o cálculo de Valor em Risco (VaR), foi modificado quanto à:·técnica da TVE utilizada na parametrização das distribuições marginais e; modelagem da estrutura de dependência das distribuições bi variadas. Como resultado dessas alterações, obtivemos um novo método de cálculo de VaR de carteiras para situações de retornos extremamente altos ou extremamente baixos (teste de stress) e uma nova medida de dependência para eventos extremos, a qual denominamos de coeficiente implícito de dependência extremal. A segunda etapa do estudo consistiu na avaliação da qualidade do método de cálculo de VaR aqui proposto. Como este método é uma aproximação de um método "tradicional" construída para uma carteira bi variada, analisamos se as estimativas obtidas pelos dois métodos tendem a divergir quando se agrega mais ativos na carteira. Nossos resultados foram de que o método proposto não produz bons resultados quando se agrega mais do que quatro ativos. Por outro lado, concluímos que o coeficiente implícito de dependência extremal é uma boa medida da dependência entre variações de preços de pares de ativos em situações de crise ou euforia extremas. Como última etapa do estudo, usamos o coeficiente implícito de dependência extremal para avaliar a evolução da dependência (em situações extremas de crise ou euforia) de um conjunto de amostras de retornos diários de mercados acionários e de renda fixa internacionais. Identificamos relação de dependência crescente em situações de crises mais extremas quando estudamos amostras de retornos de títulos representativos dos mercados de dívida externa do Brasil e da Argentina ou quando estudamos amostras de retornos de mercados de dívida externa em relação a índices de mercados acionários desses dois países. Porém, não obtivemos evidência de que para pares de mercados acionários a dependência aumente, seja em situações de euforia ou de crises extremas. Esta última conclusão é especialmente relevante por dois motivos. Em primeiro lugar, por nossa análise incluir mercados muito vinculados como os do Brasil e da Argentina. Em segundo, por nossos resultados contrariarem a conclusão de estudo de Longin e Solnik [18, 19], pioneiro no uso da TVE na análise da evolução de dependência entre mercados financeiros, de que a dependência entre os retornos de pares de mercados acionários aumenta quando há tendência de quedas, mas cai quando há tendência de altas.
PRATA, Ana Carolina Aires Cerqueira. Revisitando Aspectos Relevantes do Endividamento Externo Brasileiro. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Brasília (DF).
O presente trabalho faz uma análise do problema do endividamento externo público brasileiro ao longo das décadas de 1970, 1980 e 1990 por meio de dados estatísticos, sendo o elo de ruptura o Plano Brady em 1989, que fez com que a dívida bancária dos países endividados diminuísse, se encontrando agora em títulos. O período considerado no estudo, mostrou uma importante mudança na estrutura do endividamento brasileiro, tanto nos agentes econômicos que se endividaram externamente, como no volume de entrada de capitais. A dívida externa brasileira, a partir do notável impulso experimentado no início da década de 1970, apresentou um crescimento explosivo cuja conseqüência foi a crise dos anos 1980. Mais tarde, nos anos 1990, a questão da dívida externa é parcialmente equacionada com um novo acordo de reestruturação da dívida e com o excesso de liquidez dos mercados financeiros. O novo acordo de reestruturação da dívida externa pública, chamado Plano Brady trouxe muitos efeitos positivos para o país. A restauração da credibilidade do País perante a comunidade financeira internacional e a possibilidade de voltar ao mercado externo permitindo a colocação de títulos com a aceitação em bases voluntárias por parte dos investidores externos podem ser considerados como principais. Além disso, essa nova imagem vem proporcionando profundas alterações na composição do estoque da dívida externa. Enquanto na década de 1980 houve o aumento do endividamento externo do setor público na década de 1990 o setor privado obtém a maior parte das obrigações externas. Entretanto, não podemos afirmar que o problema da dívida externa brasileira está resolvido. Alguns trabalhos recentes acreditam que no final da década de 1990 iniciou-se um novo processo de endividamento externo dos países da América Latina, devido ao excesso de liquidez dos mercados internacionais. Sendo assim, com a globalização das economias, o futuro da dívida externa do Brasil depende tanto das políticas macroeconômicas adotadas pelo país como também do cenário econômico mundial. Esta monografia descreveu com mais profundidade as questões aqui colocadas, compreendendo cinco capítulos, sendo o primeiro introdutório. No capítulo seguinte, foi feito um breve histórico da dívida externa brasileira, mostrando as políticas adotadas no período que impulsionaram o seu crescimento. O capítulo 3 apresentou os principais aspectos do plano de reestruturação da dívida externa conhecido como Plano Brady, onde serão avaliados seus principais resultados desse plano de reestruturação. A seguir, no capítulo 4, observou-se a evolução do perfil da dívida externa nas décadas de 1970, 1980 e 1990 e também as causas de tais mudanças. O último capítulo encerrou a monografia, apresentando as principais conclusões sobre a matéria. Por fim, em anexo, estão os gráficos e as tabelas referidos no trabalho, e ainda, as Resoluções do Senado Federal para que se possa ter um maior embasamento sobre os aspectos normativos do tema.
SANTOS, Darcy Francisco Carvalho dos. Conseqüências da Renegociação da Dívida do RS e a Crise de Financiamento do Déficit Estadual - 1999-2000. Brasília : ESAF, 2001. 50 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Porto Alegre (RS).
Neste trabalho, tem-se como objetivo analisar as conseqüências advindas do refinanciamento da dívida do Estado do Rio Grande do Sul, assinado em 15.04.98, nos termos da Lei Federal n.º 9.496/97 e da Lei Estadual n.º 10.920/97. Além disso, procura-se demonstrar que a crise financeira que o Estado atravessa não se relaciona ao acordo da dívida, como sustenta o senso comum, mas à incapacidade de formulação de um ajuste fiscal autêntico. O financiamento do déficit público estadual, na ausência de privatizações, vem sendo realizado por meio de saques no Caixa Único do Estado, o que colide com os ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). As metas fiscais assumidas pelo Estado junto à Secretaria do Tesouro Nacional têm-se centrado, em parte, na redução do déficit primário, obtido mediante a queda dos investimentos públicos. Do ponto de vista da eficácia da política fiscal, a diminuição da magnitude do déficit primário tem permitido honrar os compromissos com a dívida refinanciada com a União. Todavia a gestão fiscal, ao não efetivar um ajuste duradouro, tem atropelado o princípio da responsabilidade fiscal, entrando num perigoso caminho de endividamento interno junto às empresas controladas.
SILVA, Isabella Fonte Boa Rosa. Endividamento Subnacional em um contexto Federativo: O Caso Brasileiro. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Brasília (DF).
Esta dissertação apresenta uma análise do comportamento das finanças dos estados brasileiros, no período de 1997 a 2000, enfatizando o endividamento estadual, buscando identificar seus determinantes. Nessa análise, foram apontados, como fatores relevantes para explicar a evolução da dívida dos governos estaduais no período considerado, a dependência de recursos transferidos pelo governo federal e a estrutura de gastos desses governos, destacando-se os gastos com pessoal e investimentos. Os resultados encontrados, por meio da análise de dados de painel, permitiram concluir que as transferências intergovernamentais livres geram incentivos negativos para a condução fiscal responsável desses governos. Em relação aos aspectos relacionados com a política de gastos, conclui-se que o excessivo comprometimento de receitas com o pagamento de pessoal, principalmente dos estados mais pobres, com conseqüente redução dos investimentos sociais, contribui para o baixo desenvolvimento desses estados. Palavras-chave: Endividamento Estadual, Federalismo Fiscal Brasileiro, Finanças Públicas, Transferências Intergovernamentais
SILVA, Luiz Maurício da. A Criação de uma Moeda Única Latino-Americana (Moncla) baseada no Potencial Econômico dos Países da ALADI, como Instrumento para Pagamento dos Serviços da Dívida Pública (Interna e Externa). Brasília : ESAF, 2001. 79 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Rio de janeiro (RJ).
Atualmente, a preocupação com a concorrência não está voltada apenas para o plano doméstico, ela vai bem mais além com o advento da globalização. E todo agente que quiser sobreviver, produzindo a preços competitivos e de qualidade, nesse mercado sem fronteiras tem que ser altamente qualificado. Neste contexto, a integração econômica e os meios de pagamentos para as negociações de produtos e serviços no âmbito de um mercado integrado e globalizado e a criação de uma unidade de conta como instrumento à disposição para a liquidação dessas transações, foram escolhidos como pano de fundo para o tema proposto.: Assim, esperamos que este trabalho venha a contribuir de alguma maneira como uma das soluções às demandas sociais e econômicas, com vistas ao fortalecimento do Brasil junto ao Mercosul. Poderíamos dizer ainda que seu alcance não está restrito diretamente a uma área específica, mas sim vai muito mais além, pois a criação de uma moeda única, poderia ser usada também para o pagamento do serviço da dívida externa. A criação de uma moeda única é o último estágio para integração econômica total, na qual os governos renunciam a sua soberania nos seus domínios em benefício de uma autoridade supra-nacional, cujas decisões têm caráter obrigatório. Além disso, é evidente que a criação de uma moeda única não acontece de forma simples e rápida, são necessárias a "queima" de várias etapas, e isto leva muitos anos até a escolha do modelo ideal. O "euro" levou mais de cinqüenta anos, após o Tratado de Roma, para entrar em funcionamento na comunidade européia, e porque não darmos o pontapé agora para discutirmos o tema moeda única, com a criação da MONCLA, pois a implantação desta seria fundamental tanto para as empresas privadas e particulares como para os governos e instituições públicas situadas no Mercosul e demais países da América Latina.
SOUZA, Roberta Aquino Gomes de. Índice de Risco Soberano: Uma Alternativa aos Atuais Indicadores. Brasília : ESAF, 2001. 79 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida Pública, Rio de janeiro (RJ).
O presente estudo tem por objetivo construir um modelo que permita a categorização dos fatores que geram o conceito de Risco Soberano e que defina as variáveis que compõem cada um deles. Para isso, usam-se os métodos estatísticos conhecidos como Análise Fatorial e Análise dos Componentes Principais. Apresenta-se como resultado do trabalho, um modelo que é simultaneamente conciso pelo pequeno número de variáveis que o compõem, em contraposição ao número elevado citado na literatura sobre o tema e eficiente uma vez que ele permite montar um Índice de Risco Soberano compatível com os ratings das principais agências internacionais e com os retornos de títulos soberanos. Utilizou-se o Coeficiente de Correlação de Postos de Spearman para proceder a comparação entre a ordenação de países pelo índice proposto e as ordenações derivadas dos ratings e dos retornos dos títulos.
TÁVORA, Fernando
Lagares. Análise de Discrepância do Resultado Fiscal do Governo
Central, no Período de 1994 a 2000. Brasília : ESAF, 2001. Monografia agraciada
com menção honrosa no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Ajuste Fiscal e Dívida
Pública, Brasília (DF).
Esta monografia se propõe analisar a sistemática de medida dos resultados fiscais para o Governo Central, no Brasil, sob as duas abordagens básicas, "acima da linha" e "abaixo da linha", apuradas pela Secretaria do Tesouro Nacional e pelo Banco Central, respectivamente. Além da apresentação de um breve histórico da evolução da apuração fiscal no País e do levantamento das metodologias, para o Governo Central, testes estatísticos (utilizando modelos ARIMA e os conceitos de função de transferência, análise de intervenção e regressão) foram aplicados visando determinar se a discrepância entre as medidas tem mostrado tendência à redução, principalmente, após mudanças na metodologia de apuração introduzidas em 1998. Os resultados desses testes indicam que não se pode afirmar que tenha ocorrido redução nas discrepâncias mensais absolutas e proporcionais, no período de 1994 a 2000. As possíveis causas desse fenômeno são, também, examinadas, e em decorrência disso fazem-se algumas recomendações visando o aperfeiçoamento das medidas do resultado fiscal no Brasil, objetivando não só uma aproximação maior entre os números do Tesouro Nacional e do Banco Central, mas também uma maior transparência no que toca às metodologia de cálculo e à divulgação dos resultados.
VI PRÊMIO TESOURO NACIONAL
TÓPICOS ESPECIAIS DE FINANCAS PÚBLICAS
ALBUQUERQUE, Claudiano Manoel de. Compatibilização da Despesa Pública com as Metas de Resultado Fiscal: Planejamento dos Limites de Gasto e dos Restos a Pagar. Brasília : ESAF, 2001. 62 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF).
A inscrição de despesas em restos a pagar é mecanismo utilizado pelos governantes para a realização de gastos em volume superior à sua capacidade de pagamento. A assunção de obrigações com base em receitas superestimadas nos orçamentos anuais constitui uma das formas de financiamento do setor público. Sua conseqüência é o comprometimento de receitas futuras, o repasse de pesada herança de descontrole fiscal para os sucessores e a imobilização dos governos no início de mandato, em decorrência das dívidas deixadas pelas administrações anteriores. A Lei de Responsabilidade Fiscal procurou impedir a passagem de passivos para os futuros governantes. Porém, deixou lacuna ao não atacar a verdadeira causa dos riscos de desequilíbrio fiscal representados pelos restos a pagar: a ausência da realização das receitas previstas no orçamento anual, motivada por deficiências das estimativas. O presente trabalho busca trazer contribuições para o debate do assunto para que, quando houver oportunidade de aperfeiçoamento da norma, os restos a pagar sejam tratados sob a perspectiva do principal foco da Lei de Responsabilidade Fiscal: a prevenção de riscos fiscais. Nesse sentido, são destacados os fundamentos técnicos do instituto dos restos a pagar, envolvendo os aspectos orçamentários, contábeis e econômicos. O trabalho apresenta também um relato sobre a experiência do Governo Federal na administração dos restos a pagar nos últimos anos, assim como a tentativa frustrada de regulamentação do assunto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Concluindo que a matéria ainda carece do adequado tratamento no arcabouço regulatório das finanças públicas brasileiras, o trabalho incorpora sugestões para um futuro disciplinamento do assunto, propondo a instituição de mecanismos que garantam a realização de reestimativas consistentes de receitas ao longo de cada exercício e de ajustes prévios nos valores das despesas autorizadas, quando houver expectativa de frustração da arrecadação, de modo a evitar o crescimento descontrolado dos restos a pagar.
ALBUQUERQUE, Pedro Henrique Esteves. Os Impactos Econômicos da CPMF: Teoria e Evidência.
Brasília : ESAF, 2001. Monografia premiada em 2° lugar no VI
Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília
(DF).
Este trabalho tem como objetivo estudar os impactos econômicos da CPMF na economia brasileira, e para isto está dividido em três blocos. No primeiro a CPMF é analisada sob a ótica da teoria econômica. No segundo é discutida a experiência internacional com impostos similares à CPMF. No terceiro a experiência brasileira é examinada com o auxílio dos dois blocos anteriores. Segundo a teoria econômica, a CPMF causaria a elevação dos juros reais de modo desproporcional a outros impostos, o que seria o resultado da inclusão da rotatividade de ativos em sua base de incidência. Esta deficiência em sua concepção afetaria negativamente, e de forma desproporcional à sua arrecadação, os níveis de capital, produção e salários. Ela também causaria o aumento das despesas do governo com pagamento de juros, o que levaria parte de sua receita a ser fictícia. A CPMF causaria desintermediação e iliquidez nos mercados financeiros, desincentivando o ressurgimento do crédito. A arrecadação comportar-se-ia de acordo com uma curva de Laffer, com elevadas perdas de peso morto, particularmente quando comparadas à pequena receita resultante. Resultados empíricos confirmam que tais conclusões seriam aplicáveis ao caso brasileiro. A teoria econômica, a experiência internacional e a evidência brasileira revelam, portanto, que a CPMF apresenta significativas deficiências como instrumento de arrecadação.
ALMEIDA, Denizart do Rosário. Privatização e Eficiência Alocativa: Uma Avaliação das Reformas no Setor Elétrico Brasileiro. Brasília : ESAF, 2001. 55 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Niterói (RJ).
O objeto de estudo desta monografia é o comportamento das empresas de eletricidade no Brasil (públicas e privadas) neste período de transição do setor para um mercado competitivo. Sua principal motivação é verificar se é vantajoso, em termos de bem estar para a sociedade, o afastamento total do Estado da produção direta de eletricidade, daí decorrendo a tese, a ser demonstrada, de que, paradoxalmente, a viabilização de um mercado competitivo no setor elétrico brasileiro, e dos benefícios esperados em termos de eficiência alocativa na economia, tende a passar por um reforço, ou reativação, de programas estatais, particularmente na área de geração de energia elétrica. Partindo do marco teórico que justifica a decisão de alocação de recursos na produção de bens "meritórios" pela empresa pública, esta monografia aponta evidências de que a eficiência alocativa não vem sendo concretizada pelas empresas recentemente privatizadas, que apresentam inclusive desempenhos, no que se refere à consecução desse objetivo, inferiores ao das empresas públicas remanescentes. Analisando o desempenho do segmento que foi efetivamente impactado pelas reformas, ou seja a distribuição de energia elétrica, procurando inferir os desdobramentos relevantes sobre o ambiente de financiamento e a conseqüente sustentação dos fluxos de investimentos no setor elétrico, o trabalho detecta uma estratégia delineada de realocação de risco (do setor privado para o setor público), com o objetivo de garantir um pleno atendimento às necessidades de investimento do setor elétrico brasileiro. Isso é evidenciado a partir dos resultados privados e sociais auferidos até dezembro de 2000 que apontam para um benefício social elevado e retornos adequados aos aportadores de capitais externos. O aspecto que chama atenção diz respeito à sustentabilidade dessa estratégia, uma vez que a utilização extensiva deste mecanismo canaliza recursos em detrimento de outros segmentos do setor, particularmente o de geração. Não menos importante, a questão tarifária assinalada pelo trabalho mostra espaço para um ajustamento de preços da energia elétrica, significando alternativa imediata aos problemas de sustentação da estratégia acima mencionada, desde que sejam acionados mecanismos que mantenham sob o controle da sociedade (leia-se Governo Federal, através da empresa pública) as rendas excedentes originárias desse aumento tarifário.O trabalho ressalta, no entanto, as restrições existentes na atual estrutura tarifária, que sobrecarrega o consumidor residencial em benefício da classe industrial. Os resultados até aqui apontam no sentido de que os benefícios decorrentes das reformas no setor elétrico refletem, em grande parte, as metas estipuladas pelo atual modelo energético, ao menos no ponto de vista do segmento de distribuição de energia. Contudo, a contrapartida a estes resultados mostram que os custos agregados estão se elevando, e colocando em risco a sua sustentabilidade. O trabalho sugere que a empresa pública federal a ELETROBRAS deve ser acionada para garantir a eficiência alocativa na economia, a partir de uma reorientação de sua relação com o Ministério da Fazenda.
ANDRADE, André Martins de. Primeiro Passo da Reforma Tributária: A Tributação Unitária da Renda. Brasília : ESAF, 2001. 73 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Rio de Janeiro (RJ) .
O trabalho apresenta alternativa de tributação da renda da pessoa jurídica que permite a realização concomitante de múltiplos objetivos, a saber: (i) adaptação da base de cálculo da sociedade integrante de grupo multinacional à realidade econômica a ela subjacente: (ii) modernização dos mecanismos de tributação da pessoa jurídica pelo imposto de renda, com vistas a evitar os entraves decorrentes da desmaterialização crescente dos elementos integrantes da hipótese de incidência, conseqüência natural do vertiginoso desenvolvimento tecnológico; (iii)reação à utilização de paraísos fiscais e de outros esquemas de planejamento tributário lícito, não através de legislação repressora, mas por meio da minimização dos efeitos favoráveis aos contribuintes; (iv)criação de um imposto de renda mínimo sempre que a sociedade integrante de grupo multinacional apurar prejuízo no Brasil e lucro nos resultados consolidados levantados no exterior;(v) correção definitiva à flagrante distorção que prevalece na tributação das sociedades integrantes de grupos multinacionais, correção esta que a atual legislação, especialmente a que versa sobre preços de transferência, só parcialmente consegue promover. O método utilizado foi o do levantamento de dados empíricos, inclusive mediante a coleta de informações publicadas pela imprensa, além das disponibilizadas pelos órgãos oficiais, com pesquisa bibliográfica e entrevistas com defensores e opositores do método de tributação proposto, tanto no Brasil quanto no exterior. O resultado alcançado preconiza a utilização do método unitário de tributação da renda da pessoa jurídica, principalmente com base na experiência dos estados-membros norte-americanos. Este método, ao invés de cobrar o imposto sobre cada uma das sociedades em separado, procura determinar a proporção da sociedade local sobre a empresa global, com base em fórmula que toma em consideração certos fatores negociais, chegando à base da incidência pela multiplicação desta proporção pelo resultado total do conjunto de sociedades integrantes do grupo em questão. Sem substituir-se à atual sistemática de tributação da pessoa jurídica com base no lucro real, as conclusões apresentadas propõem a utilização subsidiária do método unitário, aplicando-o sempre que dele resultar crédito tributário superior ao anteriormente recolhido com base na legislação atualmente em vigor, com a qual a proposta se compatibiliza integralmente, conforme demonstra o texto em anexo. A importância desta iniciativa para a reforma tributária, da qual constituiria um primeiro passo, reside no fato de que, a partir do agravamento fiscal de um importante segmento da economia o das empresas multinacionais, que hoje se encontram praticamente ao abrigo da tributação pelo imposto de renda, poder-se-ia dar início à desoneração de tributos sobre a produção, de natureza cumulativa, sem comprometer os fundamentos essenciais à saúde da economia brasileira. Para que o trabalho não se perca no plano eminentemente teórico, encerra-o um ante-projeto de legislação que materializa o conjunto de objetivos perseguidos, tudo com vistas a uma ampla discussão sobre a matéria.
ARAÚJO NETO, Valter Borges de . Tributação da Renda do Trabalho e do Consumo no Brasil: Uma Abordagem Macroeconômica. Brasília : ESAF, 2001. 48 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF)
O objetivo dessa monografia é calcular, para o caso brasileiro, as alíquotas tributárias macroeconômicas médias, referentes ao imposto sobre o consumo, ao imposto sobre a renda do trabalho e ao imposto sobre a renda do capital, utilizando valores da arrecadação tributária e da contabilidade nacional, para o período de 1975-1999. Uma das principais conclusões do trabalho é o fato de o gravame excessivo, engendrado pela tributação do consumo e da renda do trabalho, ser extremamente elevado. No que tange à tributação do capital, as baixas alíquotas encontradas confirmam os resultados obtidos por outros autores, que mostram que países que tributam mais o consumo e do trabalho tendem a tributar menos a renda do capital. A utilidade das alíquotas tributárias estimadas, para a modelagem macroeconômica, foi explicitada quando da análise dos impactos econômicos da tributação. Em particular, foram exploradas as relações existentes entre as alíquotas tributárias estimadas e os principais agregados macroeconômicos tais como a poupança, o investimento, as exportações líquidas, o número de horas trabalhadas e a taxa de desemprego. Por fim, a comparação dos nossos resultados com aqueles obtidos para países industrializados, utilizando a mesma metodologia, permitiu inserir a questão tributária brasileira em um contexto mais amplo.
BARBOSA, Ana Carolina Silva. A Reforma do Estado e a Importância do Controle Orçamentário como Meio de se Concretizar o Princípio da Transparência na Gestão da Coisa Pública. Brasília : ESAF, 2001. 73 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Belo Horizonte (MG).
O movimento de Reforma do Estado, pelo qual tem passado nosso país nos últimos anos, tem trazido à tona vários problemas que ainda precisam ser discutidos com muito afinco pelos administradores, legisladores e doutrinadores para que objetivos sejam concretizados. Falar de Finanças Públicas hoje é indubitavelmente tratar da Lei Complementar nº 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veio propor uma definição clara dos princípios, normas e regras necessários para uma gestão fiscal responsável, e ainda da Emenda Constitucional nº 19/1998, e suas supostas soluções para a Seguridade Social. A necessidade de se equilibrar uma arrecadação cada vez maior com um controle dos gastos públicos, nos fez entender que a Reforma Tributária não pode ser vista em separado, uma vez que o equilíbrio orçamentário é o ponto de partida para a melhoria das condições sociais do país. Dentro das grandes vertentes metodológicas da pesquisa jurídica, esta se propõe a analisar o conteúdo da legislação e da doutrina. Conforme o desenvolvimento do trabalho vimos que a abordagem não poderia ser somente no âmbito do Direito Constitucional, mas também do Direito Administrativo, Direito Financeiro, Direito Previdenciário e do Direito Tributário. Foram realizadas pesquisas de jurisprudências que complementaram os entendimentos expostos além de uma análise da vigência e eficácia de vários institutos em questão, caracterizando uma pesquisa Mista. O trabalho tem como objetivos fomentar o estudo do Direito Financeiro e da Ciência das Finanças pelos Administradores Públicos e legisladores, ressaltando a importância de uma análise prévia das lições de economistas e financistas, no processo de elaboração legislativa e na execução das normas jurídicas financeiras. Dentro desse contexto, procurou-se, no presente trabalho, abordar, em que medida as alterações legislativas estão contribuindo para a solução de nossos problemas institucionais, políticos e financeiros. Demonstrou que a Lei de Responsabilidade Fiscal, que objetivou uma drástica e veloz redução do déficit público e a estabilização do montante da dívida em relação ao Produto Interno Bruto, tem a função importantíssima de tentar moralizar a Administração Pública, estabelecendo controles mais rígidos e uma participação cada vez maior da população na gestão da coisa pública. Sua observância certamente contribuirá para o desenvolvimento de todas as esferas administrativas. Contudo, vimos que as discussões acerca de alguns temas por ela suscitados ainda estão longe de serem solucionados. Com relação à reforma previdenciária, entendemos que em nada contribuirá para solucionar o principal problema da Seguridade Social, qual seja, seu déficit orçamentário enquanto se continuar chancelando o desvio orçamentário das contribuições a ela destinadas. Finalmente, com relação à problemática da Guerra Fiscal, enfrentada pelos Estados membros da federação, vimos que as soluções apresentadas pelo governo ainda são insuficientes e fundamentadas em bases errôneas. A proposta de se unificar a alíquota do ICMS além de ofender as bases do modelo federalista de Estado, não terá o condão de dar fim às disputas entre os Estados-Membros, disputas que podem, de certa forma, serem responsáveis para o desenvolvimento das regiões menos favorecidas. Pela análise da estrutura do ICMS, que se baseia no IVA europeu, entendemos que uma saída bem mais simples e eficaz seria a implantação do princípio do destino, em contraposição ao princípio da origem, que vigora no atual sistema. As reformas são fundamentais, porém elas não podem ocorrer em confronto com direitos e garantias fundamentais, conquistados ao longo de tantos séculos de sofrimentos e batalhas, uma vez que os governantes têm a obrigação de zelar por eles e não contribuir para sua implosão. A verdadeira justiça tributária consiste em cobrar de todos, sempre com moderação e observância das diretrizes citadas. O cuidado e o controle da atividade administrativa e financeira do Estado, são essenciais ao atendimento das necessidades técnicas ou a universais de justiça, igualdade do ser humano que o direito busca realizar, mas que não são do domínio exclusivo dessa ou daquela ciência, porém fundamento ético comum a todas as demais.
BARBOSA, Luciano Ribeiro. Diretrizes Fundamentais para o Bom Uso das Finanças Públicas - A Lei de Responsabilidade Fiscal Como Nossa Maior Aliada no Combate a Falta de Compromisso Público no Brasil. Brasília : ESAF, 2001. 41 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Janeiro (RJ).
No dia 04 de Maio de 2000 entrou em vigor a Lei Complementar n°101 conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma profunda mudança de comportamento necessita ser empreendida por todos os administradores públicos do nosso país, são novas normas, procedimentos, limites e condições que serão condizentes a uma melhor governança pública brasileira. De acordo com o que diz o capítulo I Artigo 1°, esta Lei Complementar define Normas de Finanças Públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com o devido amparo legal no capítulo II do Título VI da Constituição da República Federativa do Brasil.Para que todos os governantes passem a seguir regras e limites claros, alcançando o objetivo de administrar as finanças de maneira transparente e equilibrada, é preciso um esforço político muito grande, porque caso isso não ocorra, estarão sujeitos a penalidades. Por essas e outras diretrizes é que a LRF pode ser considerada de fundamental importância: reforçando os alicerces do desenvolvimento econômico sustentado, sem inflação para financiar o descontrole de gastos do setor público, sem endividamento excessivo e sem a criação de artifícios para cobrir os buracos de uma má gestão fiscal. A grande proposta desse trabalho é realizar uma peculiar análise sobre os principais itens propostos, apontando a LRF como nosso instrumento de defesa e combate ao descomprometimento de determinadas iniciativas públicas, de responsabilidades deficientes e comprometedoras que encontramos hoje em termos de Finanças Públicas. Como sabemos o projeto de LRF está associado a um sistema de sanções e punições que determina severas penalidades para as entidades públicas e para os governantes que se comportem em desacordo com os princípios e com os limites da gestão fiscal responsável. Apesar disso, o principal objetivo da nova lei não se trata da criação de um sistema primitivo, no qual só se cumpre o que a norma determina devido a existência de sanções, e porque as mesmas são aplicadas. A proposta apresentada pela lei é de fato algo inédito, que induz a mudança de comportamento pela assunção de compromissos com resultados, pela criação de mecanismos prévios capazes de definir a obtenção desses resultados e pela introdução de instrumentos de controle social, facilitando esse exercício de cidadania pela transparência das informações. Por tudo isso, é que a LRF pode ser considerada de fundamental importância: reforçando os alicerces do desenvolvimento econômico sustentado, sem inflação para financiar o descontrole de gastos do setor público, sem endividamento excessivo e sem a criação de artifícios para cobrir os buracos de uma má gestão fiscal. Campanhas publicitárias devem ser veiculadas através de iniciativas das autoridades públicas para instruir nossa sociedade a exigir o cumprimento da lei. A participação de membros da sociedade é vital para que haja um comprometimento maior dos governantes com as questões sociais da nossa sociedade brasileira.
BOHRER, Ronald. Implantação do Regime Jurídico Único na Prefeitura Municipal de Panambi. Brasília : ESAF, 2001. 57 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Rio Grande do Sul (RS).
Este trabalho proporcionou a integração dos conhecimentos teóricos na Universidade com a prática observada na Prefeitura Municipal de Panambi, tornando possível a caracterização da mesma na análise da Implantação do novo Regime Jurídico Único. Para tornar possível a implantação do Regime Jurídico Única na Prefeitura Municipal de Panambi, será necessário a conscientização de todos os servidores envolvidos com a mudança do processo. A Prefeitura Municipal de Panambi numa união de esforços, deverá rever anualmente algumas regras, como o número mínimo de segurados e a receita própria. Se for feito um correto cálculo atuarial, e for fixada a alíquota adequada ao critério dos encargos futuros, não importa o número de segurados e nem a receita própria inferior o Fundo de Previdência não apresentará problemas de saúde financeira no decorrer dos anos. Foi observado que a Prefeitura Municipal de Panambi, não possui definido uma Lei própria que estipula o adicional de insalubridade e periculosidade para os servidores que executam atividades insalubres, ou perigosas, os quais deverão receber este adicional sobre os seus vencimentos. Para tanto deverá se criar a Lei, e após esta aprovada, contratar uma empresa especializada que fará um levantamento pericial junto a todos os servidores municipais. Constatou-se através dos levantamentos realizados na Prefeitura Municipal de Panambi, que será possível a implantação do novo regime, o qual trará algumas alterações na Área de Pessoal (folha de pagamento), mas será possível um grande benefício financeiro para a organização em estudo. Como resumo de resultados, verificados sobre a folha de pagamento de maio/99, podemos observar que teremos uma diferença positiva nos encargos sociais de R$ 13.273,89 e de R$ 12.416,79 no Fundo de Garantia.
BROLIANI, Jozélia Nogueira. Responsabilidade na Gestão Fiscal - Contexto Histórico, Planejamento, Leis Orçamentárias, Pessoas Sujeitas à Lei, Controle e Receitas Públicas. Brasília : ESAF, 2001. 81 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Curitiba (PR).
A recente edição no Brasil da Lei de Responsabilidade na Gestão Fiscal, Lei Complementar n. 101, de 2000, tratando de Finanças Públicas, é um acontecimento marcante na história financeira brasileira. Para melhor compreensão da legislação em análise, é necessária uma compreensão histórica de fatos que antecederam sua edição e marcaram a conduta orçamentário-financeira dos Administradores Públicos brasileiros, desde 1500, do ponto de vista político, administrativo, financeiro e tributário. A partir desse contexto histórico, que já demonstra a necessidade de uma legislação rígida de controle de gastos públicos, passaremos a analisar as normas financeiras constitucionais voltadas à gestão responsável, para somente após iniciarmos o estudo (que não se esgota nesta obra) de algumas normas da Lei Complementar 101/2000, propondo, quanto a estas, uma interpretação "conforme" o texto constitucional. Para este trabalho elegemos os temas relacionados ao Planejamento e seus instrumentos; ao Controle e seus mecanismos; às Pessoas sujeitas à LC 101, para finalmente tratarmos das Receitas Públicas, da Receita Corrente Líquida, e das Receitas Tributárias. A conclusão que chegamos quanto à Legislação analisada, é pela constitucionalidade de suas normas (na interpretação proposta), ante o objetivo moralizador da Administração Pública, que se coaduna com o "novo papel do Estado" (especialmente no modelo adotado após a Emenda 19), desde que entendido este como "mais eficiente, mais social, mais redistributivo".
CAMPOS, Elcio Roberto Queiroz. Perfil de Julgamento das Prestações de Contas das Instituições Federais de Ensino Superior Pelo Tribunal de Contas da União - Um Estudo de Caso. Brasília : ESAF, 2001. 31 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Campo Grande (MS).
Focaliza o presente trabalho a realidade do Julgamento efetuado pelo Tribunal de Contas da União, por força Constitucional, das Prestações de Contas das Instituições Federais de Ensino Superior. Menciona a origem e os objetivos da auditoria operacional, destacando as auditorias operacionais de economia, eficiência e eficácia, assim como sua atuação sobre o sistema de mensuração. Focaliza, também, as diversas etapas da auditoria operacional, descrevendo sucintamente cada fase, enfatizando a natureza e amplitude dos trabalhos de auditoria e a adequação dos controles internos, tendo como objetivo geral, demonstrar que a ausência de uma unidade de Auditoria Interna adequada, condizente e delineada conforme as disposições legais, nas Instituições Federais de Ensino Superior, pode ser a causa da relativa discrepância no julgamento das Prestações de Contas. A metodologia utilizada baseou-se em uma pesquisa bibliográfica/descritiva, bem como uma análise em relatórios de auditorias e julgamento de Prestações de Contas realizadas em todas as Instituições Federais de Ensino Superior, no âmbito do MEC, pelo Tribunal de Contas da União, para o que se utilizaram, os dados disponibilizados no site que o Tribunal de Contas da União mantém no endereço: www.tcu.gov.br. Pode-se concluir que a Auditoria Operacional, por intermédio da Auditoria Interna de cada Instituição de Ensino, se exercida de modo eficaz, constitui-se em um valioso instrumento de controle, assessoria e avaliação dos gastos dos recursos públicos.
CÂNDIDO JÚNIOR, José Oswaldo. Os Gastos Públicos no Brasil são Produtivos? Brasília : ESAF, 2001. 40 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Rio de Janeiro (RJ).
A preocupação com os efeitos dos gastos públicos na economia é recorrente, sobretudo seus impactos sobre o crescimento econômico. Diversos trabalhos teóricos e empíricos sugerem que os gastos públicos podem elevar o crescimento econômico, aumentando a produtividade do setor privado. Por outro lado, uma expansão dos gastos públicos financiados por impostos distorcivos e a ineficiência na alocação dos recursos pode superar o efeito positivo dessas externalidades. O objetivo deste trabalho é analisar empiricamente a relação entre gastos públicos e crescimento econômico no Brasil no período de 1947-95 de forma agregada, captando o balanço líquido da participação dos gastos sobre o produto interno, dado que existem fatores que sugerem possibilidades positivas e negativas. Os valores das elasticidades gasto-produto e o diferencial de produtividade em relação ao setor privado foram negativos. O conjunto de resultados sugere que a proporção de gasto público no Brasil está acima do seu nível ótimo e que existem indícios de baixa produtividade. Os efeitos sobre o crescimento serão mais danosos quanto mais distorcivo for o sistema tributário.
CARVALHO, Carolina Avelino. Uma Análise da Elasticidade Renda do ICMS nas Regiões Brasileiras. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF).
A mensuração da elasticidade renda tributária é de grande valia para a caracterização do sistema tributário quanto à capacidade de resposta às variações de ordem política ou econômica. Nesse contexto, alguns estudos aplicados a países em desenvolvimento apresentam diferentes metodologias para se estimar a elasticidade. Esta dissertação apresenta uma análise da elasticidade renda do imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços - ICMS - nas 5 regiões brasileiras, mensurada a partir dos dados estaduais de arrecadação, do produto interno bruto e da proxy da base tributária durante a década de 90. Aplicando-se técnicas econométricas de panel data, mensuramos tanto a elasticidade renda constante, quanto à elasticidade intertemporal. A primeira foi calculada pela metodologia de Mansfield (1972), que expressa esta sensibilidade medida por: elasticidade tributária, que exclui os efeitos das variações discricionárias, e buoyancy, que mede a resposta total da arrecadação, incluindo todos os efeitos das variações discricionárias. A Segunda segue a metodologia de Osoro e Leuthold (1994), que aplica a transformação Box-Cox com o intuito de captar a existência do grau de flutuação na elasticidade tributária. A grande contribuição deste estudo é a quantificação da sensibilidade da arrecadação do ICMS a variações na renda, o que nos leva a constatar que a receita do ICMS, de fato, está diretamente ligada à evolução dos setores de atividade econômica. Além disso, verificamos que as elasticidades renda do ICMS são realmente flutuantes ao longo da década de 90. Tanto a buoyancy quanto a elasticidade intertemporal estimada para o ICMS, durante o período 1990-1999, se apresentaram próximas de um. Por região, no entanto, percebemos que as mais pobres revelam um maior grau de flutuação da receita, o que está de acordo com o esperado, considerando-se que a administração tributária destas pode ser muito menos eficiente, além dos efeitos das variações discricionárias que costumam ser mais de ordem política do que econômica. As regiões mais ricas, entretanto, apresentaram baixo grau de flutuação. Ao considerarmos a decomposição da elasticidade renda constante, podemos inferir questões fundamentais para o diagnóstico do nosso sistema de tributação sobre o consumo. Os resultados encontrados para a elasticidade base-renda sinalizam que pelo menos em quatro regiões do país, um incremento da renda em 1% gera uma elevação da base inferior a 1%. Isso quer dizer que a base efetiva de incidência tributária não cresce na mesma proporção do produto interno da região, quando a base legal pode estar mais sensível às variações da renda. Outro ponto muito importante é a constatação de que em muitos dos estados a ampliação da base tributária exerce pouca influência sobre o total arrecadado.Dado o processo de ajuste fiscal que o Brasil vem implementando, desde 1998, faz-se mister a realização de uma reforma tributária para garantir um crescimento econômico sustentável no longo prazo, aliado, é claro, à condução eficiente da política monetária. Sendo assim, mudanças estruturais na economia requerem adaptações no sistema tributário, de forma a garantir a base de financiamento governamental e permitir, ainda, a inserção internacional mais competitiva do país.
CARVALHO, Marcos Antonio de Sousa. Privatização e Dívida Pública no Brasil. Brasília : ESAF, 2001. 89 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF).
O orçamento público é o instrumento que o Estado detém para que possa determinar para certo período de tempo o montante de recursos a serem arrecadados, bem como os dispêndios a serem efetuados. O orçamento evoluiu para aliar-se ao planejamento, surgindo o orçamento - programa como especialização. O Orçamento - Programa envolve o uso de técnicas orçamentárias que facilita a verificação do grau da intervenção governamental tendo em vista objetivos e custos econômicos atuais e futuros relativos à excução dos diferentes programas. Essa técnica apresenta a indissolúvel relação que deve nortear a atuação da Administração Pública. Na integração planejamento / orçamento / ação governamental / gasto público está expressa a intensidade com que o governo deseja perseguir seus objetivos. Esses por sua vez são determinados juntamente com a sociedade e devem traduzir os planos estratégicos de ação. Atualmente, o processo de estabilização econômica vem contribuindo para uma maior efetividade do planejamento, principalmente no que diz respeito à estimativa de recursos. No entanto o que é possível constatar é que em Minas Gerais ainda não se da a ênfase devida ao objetivo do gasto, ou seja o estado ainda apresenta uma execução tradicionalista do orçamento, onde as atenções estão voltadas para a categoria do dispêndio.
CISNE, José Joaquim Neto. A Gestão Participativa como Fator de Eficiência: Uma Proposta para Administração Tributária do Estado do Ceará. Brasília : ESAF, 2001. 80 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Fortaleza (CE).
A administração pública, motivada pelas crises e a conseqüente reforma do Estado, tem procurado evoluir do modelo burocrático weberiano para modelos mais flexíveis de gestão. Esses novos paradigmas da gestão pública têm por objetivo a otimização e a eficiência dos resultados, especialmente quanto aos serviços prestados pelo Estado aos cidadãos. Esta pesquisa constitui uma investigação de caráter empírico com o objetivo de analisar os efeitos de uma maior participação do cidadão-contribuinte no contexto da administração tributária. Procura avaliar os reflexos da participação da sociedade civil e da accountability na imagem organizacional da instituição fazendária, na disposição do contribuinte em cumprir voluntariamente suas obrigações tributárias e na obtenção de uma maior transparência da relação entre a administração tributária e o cidadão-contribuinte. Tomando-se por base o modelo da administração participativa e utilizando-se de todo um instrumental de pesquisa de natureza quantitativa e qualitativa, procura-se averiguar a percepção de grupos previamente selecionados sobre a importância da formação de um fórum constituído por representantes do Estado do Ceará (Secretaria da Fazenda e Procuradoria Geral do Estado), representantes das entidades de classes empresariais (Federações da indústria, do comércio e da agricultura) e representantes do cidadão (Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, Associações Comunitárias, Ouvidoria do Estado). A partir das abordagens teóricas utilizadas e dos resultados dos dados obtidos pela pesquisa constata-se a viabilidade da implementação desse fórum participativo, objeto de análise desta pesquisa, no âmbito da administração tributária, considerando-se que o mesmo poderá gerar impactos positivos na imagem organizacional e na qualidade dos serviços prestados pela Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará.
COSSÍO, Fernando Andrés Blanco. Estresse Fiscal como Determinante da Elevação do Esforço de Arrecadação Tributária dos Governos Estaduais Brasileiros. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Rio de Janeiro (RJ).
Este trabalho está composto por duas partes. A primeira, analisa a evolução das finanças dos estados brasileiros durante o período 1985 99. A principal conclusão desta parte é apesar de que os governos estaduais brasileiros não aproveitaram o expressivo aumento dos seus recursos disponíveis para melhorar seus resultados primários, a aceleração da deterioração da sua situação fiscal, exibida no período posterior à estabilização econômica, deveu-se principalmente às elevadas taxas de juros resultantes da política de estabilização adotada pelo governo federal que levaram a uma trajetória explosiva da dívida estadual nos últimos anos. Essa interpretação contrasta com visões predominantes sobre o tema que atribuem à irresponsabilidade fiscal dos estados a maior parcela de responsabilidade pela deterioração da situação financeira dos estados. Na segunda parte apresentam-se evidências de que estados como maior grau de desconforto financeiro (estresse fiscal), exibiram uma maior eficiência na arrecadação dos seus tributos. Usando o método de fronteira estocástica comprova-se que estados com razões dívida consolidada receita corrente líquida elevadas tiveram um maior esforço de arrecadação tributária. Por outro lado, verificou-se que as transferências intergovernamentais afetam negativamente o esforço de arrecadação tributária. A maior dependência neste mecanismo de financiamento leva a perda de interesse pela exploração de fontes de recursos próprios.
COVA, Carlos José Guimarães. A Reforma Fiscal no Brasil: Os Mecanismos de Escolha Social e os Fundamentos de um Novo Pacto Constitucional Tributário. Brasília : ESAF, 2001. 76 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Niterói (RJ).
O tema relativo à Reforma Fiscal está na pauta das prioridades a serem discutidas no Congresso Nacional. A mídia impressa vem dando amplo espaço ao debate, veiculando as opiniões de vários representantes da sociedade, tanto na área pública, quanto no setor privado. Críticas a respeito do elevado percentual de tributos cumulativos no montante total das receitas governamentais, tais como a CPMF e a Cofins, são quase que diariamente apresentadas. Nesse sentido, encontramos a motivação para a realização O presente trabalho se propõe a responder a seguinte indagação: existe um mecanismo de escolha social amadurecido, bem como proposições convergentes que permitam a realização de uma reforma fiscal que melhore o nível de bem-estar da população brasileira? A análise em tela estará limitada espacialmente ao domínio do setor público nacional, com breves comparações alienígenas. No sentido temporal, em que pese a breve remissão ao processo histórico da sistemática tributária nacional, o trabalho foca sobretudo o período posterior à Constituição federal de 1988. O método adotado será a pesquisa bibliográfica simples, com a compilação das principais assertivas e posicionamentos acerca do tema tratado. Para atingir este objetivo, preliminarmente será realizada uma imersão nos fundamentos doutrinários da escolha social, a partir do conceito de optimalidade num sentido de Pareto, avançando pela Teoria da escolha pública de Arrow, com sua pragmática tese da impossibilidade, e as implicações decorrentes da aceitação dos princípios que este autor enuncia. Dando continuidade, remeteremos a análise para as impressões de Musgrave, Buchanan, Bergson e Stiglitz, e suas respectivas contribuições para o tema da escolha social. Em seguida, são apresentados os princípios teóricos de tributação consagrados pela doutrina das Finanças Públicas, quais sejam, a eqüidade e a neutralidade. O trabalho passa então a descrever os aspectos caracterizadores dos principais tributos do sistema fiscal brasileiro. Serão analisados o imposto sobre a renda pessoal e seus aspectos econômicos; o imposto sobre a renda das empresas; o imposto sobre vendas de mercadorias e serviços; os impostos sobre o patrimônio; e o imposto sobre o valor adicionado IVA. Após a descrição dos principais tributos inicia-se o relato da evolução histórica do sistema tributário no Brasil, com uma ênfase na descrição da reforma dos anos 1960, o acompanhamento da evolução da carga fiscal, e o advento da Constituição de 1988 e seus efeitos no sistema tributário. O trabalho trata em seguida do peso que a questão da distribuição de renda deve assumir no âmbito de qualquer discussão relativa à reforma fiscal. São apresentados e discutidos os quadros que evidenciam a evolução da indigência e da pobreza no Brasil, em face da ampliação gradativa da participação da carga fiscal como proporção do PIB. Dedicamos um capítulo adicional para apresentar muitas das questões polêmicas que envolvem os efeitos da incidência de tributos específicos, tais como a CPMF e os demais tributos cumulativos, e seus efeitos na competitividade e no funcionamento dos mercados de capitais.O capítulo final trata da apresentação das principais linhas de contorno que deverão orientar os eventuais trabalhos voltados para a reforma fiscal no Brasil. Longe de elencar um conjunto convergente de opiniões e consensos de idéias, o trabalho mostra o elevado grau de sofisticação e capacitação requerido para a empreitada. O trabalho conclui sua análise apresentando um cenário onde a Reforma Tributária encontrará um difícil ambiente para sua implementação, seja pela ineficiência dos mecanismos de escolha, ou ainda pela necessidade urgente de instituir mecanismos de transferências de riqueza. Não obstante, conforme será visto, o nó górdio da questão será a conciliação de interesses divergentes e antagônicos.
DENOBI, Polyane. Federalismo Fiscal e Reforma Tributária. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Londrina (PR).
O presente trabalho tem a finalidade de trazer a tona a discussão de temas polêmicos como o federalismo fiscal e a reforma tributária, tendo como limite as propostas até agora apresentadas e uma vasta pesquisa de opiniões a respeito. Para facilitar a administração, os Estados têm procurado descentralizar o poder, marco que caracteriza o Estado Federal. O perfil da Federação brasileira, redefinido pela Constituição de 1988, embora atribuindo maior grau de autonomia aos Estados-membros, ainda persiste no Brasil um federalismo afetado por excessiva centralização espacial do poder em torno da União Federal. A autonomia financeira é o penhor da autonomia dos entes federados, e é nela que se insere a análise dos reflexos tributários da federação. Esta autonomia resguarda-se mediante a preservação da competência tributária dos entes da federação havendo a repartição do sistema fiscal tanto no que concerne à instituição dos impostos como à sua arrecadação, devendo esta ser aplicada do modo que lhe convier, ou seja, pelo interesse coletivo, uma vez que a atividade tributária tem por fim a arrecadação de recursos para a satisfação do bem comum. Na Constituição de 1988, a União, pressionada, reduziu o seu espectro de competências tributárias e os Estados e Municípios, ávidos por descentralização, ampliaram os seus. Porém o resultado foi um sistema tributário complexo e desarmônico no seu conjunto. Evidente está a necessidade de uma nova abordagem do problema da repartição de competências tributárias na federação. Os problemas fiscais devem ser analisados tendo em vista a estabilidade econômica, a distribuição de renda e a promoção do crescimento econômico. Para tanto deve-se harmonizar a política tributária para compatibilizar as demandas federativas com os objetivos nacionais. O federalismo fiscal brasileiro é marcado por enormes desequilíbrios na repartição das receitas fiscais. Há o conflito de interesses entre representantes das regiões, sendo que uns defendem a descentralização de competências e outros a descentralização da arrecadação. As tentativas de reformas tributárias foram fadadas ao insucesso pois não contemplavam acordo prévio sobre questões como mecanismos apropriados para promover a redução das disparidades regionais; opções para fortalecer a autonomia política e financeira de Estados e municípios; o papel a ser desempenhado pelo governo federal no tocante à sustentação de programas sociais; o grau de descentralização compatível com as desigualdades socioeconômicas da federação brasileira. Deve ser destacado quanto a reforma fiscal o fato de o sistema brasileiro ser demasiadamente complexo e precisar ser drasticamente simplificado e os entraves fiscais, representados por pesados ônus à produção, aos investimentos e à exportação, ameaçarem a sustentação de padrões de competitividade compatíveis com as exigências de integração internacional da economia e da modernização do país e precisam ser rapidamente eliminados. Simplificação e competitividade são os eixos da reforma tributária reduzindo a carga tributária, eliminando a cumulatividade das contribuições; dando término à guerra fiscal entre Estados e municípios; redundo o arbítrio fiscal, valorizando-se os direitos do contribuinte que sustenta os governantes e o Estado.
DROPA, Romualdo Flávio. Reforma do Estado - Perspectivas para um Novo Brasil. Brasília : ESAF, 2001. 77 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Ponta Grossa (PR).
O presente trabalho tem como objetivo analisar algumas das principais transformações do último século, no que diz respeito à estrutura administrativa do Estado e a mudança de seu papel, que de um caráter tradicionalmente tido como o de provedor direto do progresso social e econômico, para uma nova responsabilidade em que passa a facilitar e salvaguardar um ambiente propício onde a sociedade civil e o setor privado são seus "sócios" no desenvolvimento da nação. A interdependência e a capacidade destes três agentes para se empenharem juntos na construção de um ambiente social digno são essenciais para a base e manutenção de um efetivo sistema de governabilidade. Assim, o desenvolvimento de um país, compreendido aqui como sendo o crescimento econômico e o progresso social é algo quase misterioso, pois depende da complexa interação de fatores econômicos, sócio-jurídicos e políticos. Interação esta nem sempre perfeita e acabada. Esse problema complexo não foi, ainda, solucionado por nenhuma das variedades da teoria do desenvolvimento, imperando desde o otimismo até o pessimismo absoluto. O Estado brasileiro, que se tornou mais e mais "inchado" década após década deve promover reformas que aliviem seu peso e retirem sua presença do setor produtivo, direcionando-o para os segmentos mais importantes de sua área de atuação: a sociedade. Assim, nos limitaremos a investigar, de forma sintética, a questão da reforma do Estado, que deixa de ser "empresário" para se tornar "gerencial", e que igualmente se afasta do setor produtivo nacional, avaliando sua carga de responsabilidades que podem ser transferidas para o setor privado. Analisar-se-á, igualmente, algumas questões em pauta na vida brasileira, atualmente, como a questão da administração pública, descentralização estatal, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações, reforma da Previdência, reforma fiscal e federalismo fiscal. A conclusão alcançada com a presente obra, é de que as reformas que hoje se efetivam na estrutura do Estado devem caminhar de modo a garantir, cada vez mais, a descentralização estatal. Também se conclui que, paralelamente às reformas, é necessário o trabalho em prol da manutenção de um quadro macro-econômico e regulamentar, sadio e transparente, sugerindo-se, ainda, um ambiente de regras claras oferecendo visibilidade e legibilidade do resultado das decisões a serem tomadas pelos setores econômicos. Estes elementos contribuem muito para a eficiência do setor privado e envolvem aspectos como a instauração de mecanismos do mercado (sistemas de troca, de comércio, de preços e certos aspectos do sistema financeiro), a simplificação do sistema fiscal, o redimensionamento do Estado e seu afastamento do setor produtivo, a instauração da concorrência, a desregulamentação e a supressão de regimes discriminatórios de favorecimento. Com as várias reformas que vêm sendo efetivadas, bem como as que ainda se farão, no futuro, o Estado se tornará menos "pesado" e pronto para voltar-se novamente ao único fim, o principal objetivo que o legitima: a sociedade, garantindo justiça e igualdade social.
DURÃES, Marisa Socorro Dias. Desoneração Tributária do ICMS e Esforço Fiscal: Uma Análise dos Efeitos da Lei Complementar 87/96 no Período 1997-1999. Brasília : ESAF, 2001. 82 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF) .
O objetivo deste trabalho é apresentar uma análise da Lei Complementar 87, de 10 de setembro de 1996, particularmente no que tange à desoneração do ICMS sobre as exportações de produtos primários e semi-elaborados e aos efeitos da sistemática de ressarcimento por perdas de arrecadação tributária (Seguro-Receita) sobre o esforço fiscal dos Estados. Inicialmente, são abordados os fundamentos econômicos, tributários e financeiros da aludida legislação, que justificam e sinalizam a importância dessas medidas face ao cenário econômico-tributário vigente à época. No período subseqüente (1997-1999), são apresentadas evidências que demonstram o trade-off União-Estados face à concepção dispare quanto ao Seguro-Receita. A análise empírica apresentada no trabalho enfatiza as medidas de esforço fiscal contidas na referida legislação e os efeitos da metodologia adotada sobre o repasse de recursos da União aos Estados neste contexto. Apresenta-se, ainda , outra forma de estimativa do esforço fiscal dos Estados utilizando-se um modelo de fronteira tributária (estimado, por analogia, a partir das formulações teóricas dos modelos de fronteira de produção estocástica). Os resultados obtidos indicam que o Seguro-receita não engendrou menor esforço fiscal para os Estados que obtiveram maiores ressarcimentos e que apresentam uma pauta mais significativa de exportação de produtos primários e semi-elaborados. Quanto aos demais Estados, os resultados demonstraram que tais transferências representaram repasses "livres" de recursos, impactando negativamente o esforço fiscal.
FABRI, Andréa Queiroz. Federalismo Fiscal e Desenvolvimento. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Uberaba (MG).
O sistema tributário brasileiro gera grande distorção econômica, prejuízos à competitividade da produção nacional e induz à sonegação. Neste sentido, a experiência canadense de reforma tributária é útil para o debate da reforma do ICMS e do IPI. O sistema tributário canadense era complexo, injusto e gerava elevados custos para as empresas e os órgãos arrecadadores. Em abril de 1997, o Canadá substituiu o imposto federal sobre bens e serviços e o imposto provincial sobre vendas a varejo pelo imposto harmonizado sobre vendas em algumas províncias. A reforma foi bem sucedida. O novo imposto é hoje aplicado a uma alíquota única sobre uma só base de bens e serviços e a receita é dividida entre a província de destino da venda e o governo federal.Esse estudo analisa a reforma do sistema tributário canadense e a proposta enviada pelo Poder Executivo Brasileiro, especificamente a harmonização dos impostos sobre vendas como solução para a questão federativa. A proposta de reforma do IPI e do ICMS está diretamente ligada a essa questão e, se implementada, deve ter impacto expressivo já no curto prazo com a diminuição dos custos das empresas e da sonegação e o fim da guerra fiscal entre os estados. No médio e longo prazos, esses benefícios se conjugam com outras reformas fiscais e da Previdência Social e com o aumento de confiança dos investidores estrangeiros.
FEITOSA, Oliveira Ribeiro. Do Imposto Inflacionário à Elevação da Carga Tributária no Brasil: Período de 1.994 a 2.000. Brasília : ESAF, 2001. 45 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, São Caetano do Sul (SP).
O presente trabalho procura analisar as principais causas da elevação da carga tributária no Brasil, ocorrida a partir de 1.994, ano de implementação do plano de estabilização econômica O Plano Real. Verifica-se que a estabilidade de preços eliminou uma importante fonte de receita fiscal do governo, o imposto inflacionário. Estima-se que essa receita representava algo entre 2,5% e 3,5% do PIB, no período de inflação. Em contrapartida, no lado das despesas, verifica-se um aumento real , face à extinção do processo de inflação. Além disso, no período de 1.994 a 2.000, ocorreram três crises internacionais: o México (1994), a crise asiática (1997) e a crise russa (1998). Nesse período, agravou-se a situação externa do país, levando ao aumento significativo das taxas de juros reais e, conseqüentemente, as despesas dos encargos financeiros. Diante das conjecturas acima, aliado, a ineficiência do governo em realizar cortes consistentes em suas despesas não-financeiras e o fracasso da implementação de uma reforma tributária, não restou outra alternativa, além do aumento dos tributos e contribuições.Do lado da tributação, o governo buscou simplificar a legislação do imposto de renda, modernizar tecnologicamente a administração tributária, estabelecer um amplo e contínuo plano de combate a sonegação e de cobrança de créditos tributários de inadimplentes, aumento na base de contribuintes (cobrança da cofins dos bancos), majoração na tributação direta ( IRPJ e IRPF), aumento nas alíquotas da tributação indireta, como a cofins e pis e, finalmente, criação de mais tributos indiretos como, a contribuição provisória sobre a movimentação financeira CPMF. Como resultado, dessa política de tributação voraz, foi o aumento na carga tributária, para níveis jamais vistos, praticados somente nos países desenvolvidos. A carga tributária saiu de um patamar de 25%, situação pré-real, atingindo a marca de 33% do PIB no ano 2.000. Uma das conclusões do trabalho consiste em enfatizar a opção do governo em aumentar a tributação, via tributação indireta, em detrimento da baixa taxação dos impostos diretos e aqueles incidentes sobre a propriedade. A forte taxação na tributação indireta, principalmente, aquelas em cascata, onera e elimina o poder de competição econômica de diversos segmentos da economia brasileira, afetando o equilíbrio no saldo em transações correntes da balança comercial do país. A perspectiva para os próximos 10 (dez) anos, sem os cortes das despesas e de uma reforma tributária mais ampla e justa, nos leva a afirmar que a carga tributária no Brasil ficará entre 35% e 40% do PIB.
FELICE, Paulo Afonso de. O Federalismo Fiscal Brasileiro: A Constituição de 1988 e o Aumento da Carga Tributária. Brasília : ESAF, 2001. 46 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, São Paulo (SP).
Este trabalho irá procurar demonstrar que, com a promulgação da Constituição de 1988, houve uma transferência de recursos da União para os Estados e Municípios, sem contudo, haver uma transferência de encargos para os mesmos. Isso acarretou um aumento do déficit da União, passou a ser coberto via aumento de impostos federais, com como, diminuição dos investimentos nos órgãos públicos, levando o Estado brasileiro a um estado falimentar. Por outro lado, a reforma fiscal, que na verdade se iniciara na década de 70, aumentou os recursos, principalmente dos municípios, via Fundo de Participação, os quais passaram a gastar de forma indiscriminada, com aumento de salários de servidores públicos municipais, em obras sem grande retorno social e, o que talvez seja mais grave, abandonando a cobrança de recursos próprios. Após a implantação do Plano Real, em razão da transferência de receitas, o governo federal se viu obrigado a criar novos impostos e a aumentar as alíquotas dos existentes, aumentando a carga tributária, como forma de financiar seu déficit. O método aqui utilizado foi do levantamento bibliográfico de diversos autores, procurando sempre que possível os representantes das mais variadas correntes de pensamento. Inicialmente, a apresentação teórica dos princípios de federalismo fiscal, para inserir o estudo dentro de um contexto teórico, procurando assim, identificar possíveis distorções existentes. Chegou-se assim, a conclusão de que a atual Constituição consolidou um processo que vinha desde a década de 1970, que tendia a transferência de recursos por parte da União para outras unidades administrativas federadas, sem os repasses dos encargos existentes. Isso levou ao aumento do déficit da União, que foi assim, forçada a criar e aumentar os impostos que não tivessem vinculações, como forma de cobrir o déficit existente.
FÉLIX, Luiz Fernando Fortes. Os Incentivos Fiscais sob o Escopo da Análise Custo / Benefício. Brasília : ESAF, 2001. 80 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Belo Horizonte (MG).
O presente trabalho apresenta como a intervenção estatal na economia encontra-se ainda presente nos dias de hoje, momento de claro resgate da teoria econômica clássica, e como a tributação e as respectivas reações do setor privado a ela se entrelaçam na dinâmica entre o setor produtivo e o setor público. Considerando-se o sistema tributário em duas vertentes: o sistema tributário positivo e o sistema tributário negativo, o primeiro como sendo o conjunto de normas que instituem impostos, taxa e contribuições sociais (no caso brasileiro) e, o segundo como sendo o conjunto de imunidades, isenções, benefícios e incentivos fiscais dados às empresas, tendo em vista a preexistência de um sistema tributário já formado; pretende-se perceber a eficiência e viabilidade de um sistema tributário negativo no âmbito dos estados brasileiros e suas conseqüências para federação. Nestes termos propõe-se fazer um breve balanço sobre as políticas de incentivos fiscais estaduais a indústria e a Guerra Fiscal entre os estados, e sugerir o resgate da metodologia de análise custo/benefício como referência para a análise de viabilidade dessas políticas.
GONÇALVES, Emanoel Jorge Cavalcante. O Artigo 179 da Constituição Brasileira como Fonte do Aumento de Arrecadação da Previdência Social. Brasília : ESAF, 2001. 26 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Niterói (RJ).
O que foi apresentado na Monografia do Titulo acima, demonstra com clareza as injustiças que ocorrem dentro e fora da Previdência Social No primeiro caso, pelas condições de vida com que os beneficiários e seus dependentes, das 3 primeiras faixas tem que se submeter, para sobreviver com os benefícios recebidos. No segundo, pela maneira como esta instituição é usada como instrumento político para o beneficio de uma minoria; minoria esta, cuja à maioria já usufruem dos benefícios das ultimas faixas. Os problemas e soluções apresentados visam não só dar um meio de vida mais digno para os beneficiários das faixas acima, como também, diminuir o déficit que os beneficiários causam as contas anuais da previdência, atender a uma das reinvidicações dos empresários das MPEs, ou seja, o excesso de tributos, e dar também um pequeno impulso ao reaquecimento do setor. A solução do problema e o atendimento da reinvidicação acima, seriam alcançados através de uma política de isenções dos encargos gerados nas contratações dos beneficiários das 3 primeiras faixas de salários da Previdência Social, mantendo os descontos para a mesma sobre os rendimentos dos contratados, mas determinando limites e condições, para que estas isenções não se tornem um instrumento para o aumento do desemprego nas outras faixas de salários da mão-de-obra contratada. As conseqüências com o alcance dos objetivos acima seriam, o aumento de arrecadação da Previdência Social, a eliminação e o melhoramento de alguns indicadores econômicos. Eliminações tais como, o desemprego, a diminuição da mão-de-obra informal e a diminuição do número de falência da MPEs, com a economia dos encargos gerados nas contratações. Nos melhoramentos nós teríamos, o aumento de arrecadação de tributos gerados em outros setores, com o aumento do poder aquisitivo destes beneficiários contratados e no reaquecimento do setor das MPE,s, que conseqüentemente ira gerar uma reação benéfica na produção e serviços, como nos custos dos mesmos.
GOUVÊA, Luciana da. Sanções Institucionais na Lei de Responsabilidade Fiscal. Brasília : ESAF, 2001. 40 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de finanças Públicas, Araguari (MG).
Os gestores, frente aos limites na área de Finanças Públicas, sobretudo os inseridos na Constituição Federal pela Emenda n.º 25, de 14 de fevereiro de 2000, ou os constantes da Lei de Responsabilidade Fiscal, devem ter postura de acentuada e imperturbável prudência, aplicando, fiel e textualmente, a legislação pertinente. A Lei de Responsabilidade Fiscal aplicada aos três níveis de governo, individualiza responsabilidades de cada poder e de seus titulares, tanto na administração pública direta como indireta, delineando aspectos na aplicação das sanções, caso não haja o cumprimento das normas, por parte dos entes ou agentes estatais. Dessa forma, tem por objetivo, referida pesquisa, abordar as condutas dos entes da Federação que traduzem violação às normas de finanças públicas e, ao mesmo tempo, lesão ao patrimônio público ou atentado contra os princípios da Administração Pública, a fim de obter o permanente equilíbrio financeiro entre receitas e despesas. Por outro lado, verificar-se-á, ainda, se a aplicação das sanções poderão ser eficazes ou não, caso em que deverá haver a efetiva participação da sociedade civil, com a viabilização dos Conselhos Comunitários de Fiscalização do Orçamento, em que o cidadão seja partícipe ativo no estabelecimento da ordem de prioridade de investimentos e ações. Há previsão na Lei de mecanismos implícitos de sanção, quando caracterizada a inobservância de princípios de responsabilidade, que parecem mais eficientes, porque vinculam a falta ou inadimplência diretamente a sanções no próprio correr do processo. Já, as sanções explícitas, quando tipificado ato de irresponsabilidade fiscal do agente estatal, sempre dependem de iniciativa adicional da sociedade ou de seus representantes em forma de recurso à autoridade coercitiva. O método de procedimento adotado na pesquisa teve por base principal fontes bibliográficas do acervo da Biblioteca do Centro Universitário do Triângulo UNIT, de Araguari MG, obras adquiridas, no corrente ano, de renomados autores sobre o tema em questão, bem como, incursões à recentes palestras acerca de referido assunto. Assim, extrai-se que a maior parte das sanções contidas na Lei são institucionais e, por conseguinte, de aplicabilidade imediata, isto é, automática, a exemplo, da proibição de receber transferências voluntárias; nulidade dos atos; proibição na contratação de operações de crédito, bem como, na concessão de garantias para a obtenção de empréstimos, e assim por diante. Caberá aos órgãos de controle equilibrar as situações concretas colocadas a seu crivo, norteados sempre pelos princípios da moralidade, legalidade, eficiência e razoabilidade.
JORGE NETO, Paulo de Melo. Guerra Fiscal, Equilíbrio Orçamentário e Bem-Estar: Os Efeitos do Imposto no Destino. Brasília : ESAF, 2001. 32 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Fortaleza (CE).
O presente trabalho apresenta, através de um jogo dinâmico de informação completa e imperfeita, os principais aspectos que regem o comportamento dos governos na direção da competição fiscal. Considerando o caso onde o imposto por unidade produzida utiliza o princípio do destino, este trabalho analisou se esta sistemática seria capaz de extinguir a Guerra Fiscal entre os estados de uma federação. Concluiu-se que os incentivos a conceder benefícios fiscais continuam existindo, já que o Bem-Estar de um estado é reduzido com a concessão de incentivos por parte de um estado rival. Um ponto positivo no princípio do destino é o mérito de evitar que o equilíbrio orçamentário de um estado seja afetado pela política de isenção fiscal implementada pelo outro estado.
LIMA, Marirone Carvalho. A Operacionalização da Lei de Responsabilidade Fiscal num Contexto de Parcerias Intersetoriais. Brasília : ESAF, 2001. 45 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Euclides da Cunha (BA).
O presente trabalho tem como objetivo principal a verificação, mediante pesquisa documental, da possibilidade de que os entes federativos reduzam seus custos e despesas na implementação de ações sociais mediante o estabelecimento de parcerias com outros atores sociais terceiro setor, sociedade civil e empresas privadas no sentido de concretizar as políticas sociais e, ao mesmo tempo, respeitar a lei de responsabilidade fiscal. Neste sentido, as pesquisas e estudos circunscrevem a análise, observância e operacionalização da lei complementar 101/00 e, a gestão, execução e viabilização das políticas sociais por meio de parcerias intersetoriais. Caracterizando-se como trabalho dissertativo fundamentado em pesquisa documental, esta monografia discute a Responsabilidade fiscal, e mais especificamente, a otimização das aplicações dos recursos públicos, mediante parcerias entre as organizações governamentais e as empresas privadas brasileiras, a sociedade civil e o terceiro setor, reforçando as contribuições, os interesses envolvidos e as vantagens e dificuldades ao se estabelecer parcerias desta natureza. As dificuldades à realização da Parceria são apresentadas, dado-se ênfase ao problema da racionalidade e dos resultados pretendidos na mesma, discutindo-se também seus prováveis equacionamentos. Para a realização do referido estudo, parte-se da análise e compreensão da falência do Estado do Bem-Estar Social, da redefinição do seu pape e dos fenômenos da responsabilidade social empresarial, da emergência do terceiro setor e da cidadania participativa, verificando as atuais abordagens documentais e críticas. Daí, demonstra-se a riqueza desta parceria e o grande aprendizado que cada parceiro pode levar ao outro, possibilitando não só a consecução do(s) projeto(s) social(ais) defendidos e encabeçados, mas também o desenvolvimento institucional interno de cada parceiro. Por fim, é discutida a lei 9.790/99 que trata do Termo de Parceria: instrumento que permite ao poder público estabelecer parcerias com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público OSCIP; a atual agenda político-social brasileira, enfatizando experiências de parceria com outros setores da sociedade; e, a discussão do Programa Nacional de Educação Fiscal PNEF, abordando aí o seu significado, importância e aplicabilidade no contexto da lei de responsabilidade fiscal. Como conclusão, é abordado o desenvolvimento sustentável como um desafio imposto aos governos, de modo a promoverem o desenvolvimento econômico e social com responsabilidade e equilíbrio fiscal.
MADALENA, Tarsila Maria Pasa. Discurso x Realidade: A Construção (das reformas) do Brasil. Brasília : ESAF, 2001. 41 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de finanças Públicas, Caxias do Sul (RS).
Trata o presente trabalho de observar, sob o prisma da Teoria dos Atos de Fala, de John Langshaw Austin, o distanciamento que existe entre o discurso e a realidade na história brasileira. Para tanto, apresenta a Teoria dos Atos de Fala, no primeiro capítulo, recupera alguns exemplos de como a história brasileira desde o descobrimento aparece em versões diferentes, se comparada com a realidade. Amplia para questionar sobre o Estado, particularmente o Estado brasileiro e encaminha-se, finalmente, para a questão das reformas, de quanto é unânime a vontade de reformas no Brasil, e de quanto é difícil fazê-las.
MAGALHÃES, Paula Bicudo de Castro.
Simulações da Previdência Social Brasileira: Estudo de Caso do RJU. Brasília :
ESAF, 2001. 92 p. Monografia premiada em 3° lugar no VI
Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília
(DF).
Um grande processo de revisão dos sistemas previdenciários tem sido implementadO em todo o mundo. Uma das justificativas para a necessidade desse ajuste são as mudanças do perfil demográfico. A principal causa dessa mudança é envelhecimento da população. Além disso, o Brasil ainda adota o sistema de repartição simples, necessitando ainda mais de um ajuste ao novo perfil da população brasileira. Esse trabalho propõe uma metodologia para analisar os resultados das contas da previdência social dos servidores públicos, supondo a implementação de reformas ainda não aprovadas. A análise é feita do ponto de vista individual e coletivo. Para a análise coletiva é utilizado um modelo atuarial, onde são calculados os resultados financeiros e quantitativos dos servidores públicos civis. Ressalta-se que a limitação ao estudo apenas dos servidores civis do poder executivo deve-se à indisponibilidade de dados para os militares e para os servidores dos outros poderes.Feitas as simulações com o modelo proposto, é possível observar que as reformas, por mais eficazes que sejam, requerem um certo tempo para surtir efeito. O problema do déficit previdenciário é de estoque, dado que existe uma quantidade muito grande de servidores que já possuem o direito adquirido à aposentadoria seguindo as regras antigas, e não há como esperar resultados no curto e médio prazo. Da mesma forma que demorou a se sentir os efeitos dos problemas existentes na estrutura do sistema previdenciário, também emandará tempo para se sentir os efeitos positivos da reforma que impactarão positivamente nas contas públicas.
MELLO, Paulo Madalon de. Identificação de Competências Individuais de Servidores Públicos por Meio de Avaliação de Desempenho em uma Carreira Típica de Estado. Brasília : ESAF, 2001. 46 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Rio de Janeiro (RJ).
Dentro do contexto da Reforma Administrativa, a qual está inserida na Reforma do Estado, o governo brasileiro vem criando gratificações salariais de desempenho para diversas categorias de servidores do Estado, as quais almejam incrementar o desempenho e a produtividade dos funcionários por meio da sua avaliação periódica, auxiliando, assim, na prestação de melhores serviços à sociedade. Os gerentes são os responsáveis pelas avaliações dos funcionários, cujas notas devem obedecer a determinadas faixas de freqüência, deste modo, os avaliados tem que ser distribuídos em uma curva forçada de distribuição de notas determinada por lei. Assim nem todos podem ser avaliados com a nota máxima. Este trabalho analisou, por meio de modelos multivariados, uma amostra de 194 funcionários ocupantes de um cargo de nível superior de uma carreira federal típica de Estado. O objetivo foi identificar se está sendo captada, pela avaliação de desempenho, uma estrutura das competências individuais dos funcionários ou se ocorre apenas um rodízio de notas, que representa a busca de notas medianas para grande parte do corpo funcional. Os funcionários foram examinados cinco vezes, ao longo de 1999, nas seguintes variáveis pelas suas respectivas gerências: 1) qualidade do trabalho; 2) quantidade produzida; 3) tempestividade; 4) comprometimento e 5) relacionamento. Identificou-se, utilizando-se o aplicativo Statistical Program for Social Science - SPSS, versão 9, função analítica k-cluster e factorial analysis, a presença de três grupos com médias estatisticamente distintas de avaliação de desempenho ao longo dos cinco períodos de avaliação. Os avaliados possuem alta taxa de rotatividade entre grupos de um momento ao outro - 45%, ou seja, dos 194 funcionários, em média, 89 trocam de agrupamento entre períodos, isso reflete as mudanças de notas expressivas recebidas por esses avaliados. No grupo com média maior, somente 21,50% dos funcionários tende a permanecer nele e o restante, 78,5% tende a cair para os outros dois grupos com menor pontuação. Evidenciou forte rodízio de notas entre os funcionários avaliados pela gerência ao longo de um ano (1999) e, por conseguinte, a inexistência da identificação de uma estrutura latente de competência intertemporal na amostra analisada de 194 funcionários ocupantes de um cargo de nível superior de uma carreira federal típica de Estado. A gratificação é utilizada como mero meio de aumento de salário. Desta forma, a gratificação de desempenho, no estudo em questão, não atende, por enquanto, ao princípio norteador da sua criação, ou seja, identificar os desempenhos excepcionais e premiá-los acima dos demais, incentivando, assim, o incremento de produtividade e de qualidade no serviço público.
MELO André Luis Alves de. Reforma do Estado Brasileiro no Âmbito Administrativo Jurídico e seu Impacto Direto e Indireto nas Finanças. Brasília : ESAF, 2001. 34 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Uberlândia (MG).
O trabalho apresentado tem por objetivo principal realizar uma análise do contexto atual da estrutura do estado brasileiro, enfocando a necessidade de reforma jurídica ou do judiciário (para alguns), para que seja implantada a reforma política e implantada a democracia efetiva no país, com menor possibilidade de ocorrerem meios de subterfúgio ou desvios culturais e comportamentais, reduzindo o custo da burocracia jurídica para permitir a distribuição da riqueza, bem como agir com maior eficiência. Com a globalização foi possível um maior intercâmbio entre os países, mas tem havido uma certa dificuldade em razão das diferenças na estrutura jurídica e legal, a qual resiste a mudanças com base em discursos sociais, democráticos, de independência, mas não admitem o controle social e em geral não prestam contas à sociedade por seus atos. Assim, este trabalho busca dar uma visão sistematizada do aspecto político e cultural da reforma jurídica e seu impacto na estrutura estatal e em especial as finanças públicas, através do método comparado, apresentado sugestões e conclusões capazes de reduzir o custo-jurídico e agilizar a solução das demandas, inclusive de soluções alternativas e paralelas de custo menor e de possível maior eficiência, citando exemplos de sucesso no exterior que poderiam ser adaptados em nosso país, pois a continuar com o sistema atual teremos que fechar escolas e hospitais para construir fóruns. Também no curso do texto estaremos indicando os possíveis adversários desta reforma, em geral a própria classe jurídica. No estudo será possível demonstrar que 90% dos casos jurídicos poderiam ser resolvidos em menos de seis meses e que muitas demandas são estimuladas e poderiam ser evitadas, mas a prevenção é um tema que não interessa à classe jurídica, a qual já conta com um alto quociente no orçamento, mas ainda diz que é pouco, por não querer mudar a forma de gerenciamento, pois prefere fazer um trabalho artesanal, em pleno mundo digital e questionando os estudos científicos com argumentos vazios de conteúdo e sofismáticos, sendo incapazes de demonstrar que as conclusões dos estudos são inverídicas, fazendo-se de vítimas em uma situação em que são autores, como será demonstrado.Este trabalho busca iniciar a discussão sobre um tema ainda pouco explorado.
MONETA, Simone Tognoli Galati. Tributação da Propriedade Imobiliária e Mercado de Terras Urbanas e Rurais. Brasília : ESAF, 2001. 82 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF).
O foco deste trabalho estabelece-se sobre os dois principais tributos incidentes sobre a propriedade imobiliária ITR (Imposto Territorial Rural) e IPTU (Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana) -, visando aferir o desempenho dessas imposições tributárias vis-à-vis o mercado de terras e, portanto, na maneira como a política fiscal, nestes casos, pode regular o acesso, o uso e as atividades econômicas praticadas nos meios rural e urbanos. Serão abordados aspectos desses dois tributos - da concepção à aplicação -, determinantes para os diferentes desempenhos citados, objetivando identificar possíveis influências da manipulação dos impostos sobre a oferta e a formação de preços de terras, bem como o potencial de intervenção de ambos, enquanto reguladores desses mercados. O trabalho baseia-se em pesquisa da literatura especializada, levantamento da legislação correlata e dados estatísticos produzidos por institutos de pesquisas oficiais. Em linhas gerais, o trabalho aponta para uma maior efetividade do IPTU como instrumento regulador do mercado de terras e apresenta elementos estruturais e conjunturais que impactam negativamente o desempenho dos dois tributos, visando enumerar elementos que possam contribuir na oportunidade de uma reforma tributária. As conclusões apresentadas desdobram-se em três hipóteses com potencial explicativo para os diferentes desempenhos de IPTU e ITR assinalados no escopo do trabalho. As hipóteses levantadas, quando vistas em conjunto, implicam considerações econômicas, políticas e técnicas, que procuram explicar o comportamento diferenciado de ITR e IPTU, qualificando dois distintos graus de potencial de intervenção no mercado de terras. Vale destacar que a potencial contribuição de cada um dos tributos na formação de preços de terras podem vir a se concretizar a partir de medidas administrativas incrementais ou, plenamente, a partir de uma reforma fiscal direcionada para prover efetividade reguladora do mercado de terras aos tributos imobiliários.
NAKAMURA, Akio Assunção. O Papel do Fundo de Participação dos Municípios - FPM - na Formação das Finanças Municipais no Estado do Rio Grande do Norte: 1989-1997. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Natal (RN).
O movimento de descentralização fiscal voltou a se intensificar no Brasil a partir de 1984. Com o objetivo de se adequar a essa nova realidade, o sistema tributário nacional passou por ajustes que se refletiram, especialmente, em sucessivos aumentos na receita que compõe o fundo participação dos municípios (FPM), transformando-o num componente de crescente importância às finanças de grande parte dos municípios brasileiros (para se ter uma idéia do alcance desta afirmação, basta dizer que atualmente o FPM pode, nos municípios menos populosos das regiões norte e nordeste, perfazer mais de 95% da receita corrente total). Tais volumes de transferências se justificam porque, em tese, estão alinhados aos princípios que regem o federalismo fiscal (ou seja, supõe-se que essas transferências tragam benefícios no que concerne a alocação dos recursos públicos e ao avanço do processo democrático). Este trabalho procurou defrontar dados estatísticos referentes ao Brasil, às regiões brasileiras, e, em especial, ao Rio Grande do Norte, a tais princípios e a um conjunto de críticas proferidas ao movimento de descentralização fiscal e ao FPM. Chegou-se à seguinte conclusão: apesar de representar o mais importante componente do movimento de descentralização fiscal, o fundo de participação dos municípios não cumpre os principais objetivos aos quais se propõe. De fato, algumas das distorções que deveriam ser combatidas por esse fundo tiveram sua manutenção garantida com o fortalecimento do FPM.
NASCIMENTO, Carlos Eduardo do. Reforma Tributária e o Federalismo. Brasília : ESAF, 2001. 98 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Uberaba (MG).
O intuito do presente trabalho é apresentar uma abordagem crítica sobre as várias propostas de reforma tributária no Brasil atual, sobretudo no que se refere à implantação do IVA - Imposto sobre Valor Adicionado - e seus efeitos sobre o Sistema Tributário vigente, bem como sugerir uma verdadeira reforma a partir dos pontos positivos de cada uma das propostas analisadas, utilizando-se, para isto, um pouco da doutrina estrangeira. Devemos lembrar que a tributação em nosso país remonta à época do Brasil-Império, com o quinto do Pau-Brasil, primeiro tributo criado em nossas terras, que hoje está repleta de tributos sobre as mais diversas formas, que, se forem integralmente contabilizados chegam à "modesta" soma de 58, bem entendido que dentre estes temos inúmeras taxas de serviços, mas que devemos enumerá-las para que não nos pairem dúvidas quanto ao numeral anteriormente citado, o que faremos neste trabalho. Em um outro momento, será feita a abordagem da Federação Brasileira, do Federalismo Fiscal, suas vantagens e desvantagens, pois sabemos que a organização políticoadministrativa do Brasil, de acordo com as Constituições brasileiras desde a proclamação da República, é uma federação de estados autônomos. Durante o Império, o Brasil foi um Estado unitário. Estas duas formas de organização, federação e estado unitário, são os dois modelos que prevalecem na maioria dos países do mundo. No regime federalista a estrutura do governo é descentralizada, enquanto no sistema unitário o governo é centralizado. Na prática, mesmo nos países que adotam uma forma unitária, existe um certo grau de descentralização na estrutura do governo. Isto posto, investigaremos como a estrutura de governo influenciou a distribuição das competências do sistema tributário, a origem e as funções do sistema de contribuições sociais e o papel das transferências intergovernamentais de recursos entre as várias esferas de governo, no equilíbrio financeiro das mesmas, para então mostrarmos como é feita a distribuição das competências tributárias entre os vários níveis de governo e a questão de harmonização versus concorrência de impostos entre os membros de uma federação (GUERRA FISCAL). A seguir entraremos na evolução do sistema tributário nacional, até os dias de hoje. Daremos uma visão global sobre alguns países que já adotam o IVA em sua legislação tributária, tais como a França, que foi o primeiro a adotá-lo, em 1954. No entanto, não devemos nos esquecer que este imposto foi desenvolvido em 1919 pelo alemão W. von Siemens, Veredelte Umsatzsteuer, e que a Comunidade Européia só o adotou em 1967, tendo sido a partir daquela data que universalizou-se o mesmo. Ainda, estaremos analisando a estrutura tributária de cada um destes Estados, os aspectos positivos e negativos do IVA em cada um deles, para só então passarmos à análise das propostas de reforma tributária já apontadas no Brasil. Para tanto deve-se ter em mente que o sistema tributário brasileiro foi reformado em duas oportunidades em período recente, na primeira, na década de 60, e na segunda, na década de 80. Agora, inúmeras propostas têm sido apresentadas, sendo que apenas algumas foram tão longe quanto estas que estudaremos. Analisaremos também as principais características dos sistemas tributários da Constituição de 1946, da Reforma de 1966 e da Constituição de 1988, da reforma de 1966, que entrou em vigor em 1967, tendo suprimido o Imposto de Vendas e Consignações (IVC), um imposto em cascata que incidia sobre o faturamento, tendo em seu lugar colocando o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM), um imposto do tipo valor adicionado. Analisaremos também a transformação do imposto de consumo federal num imposto do tipo valor adicionado, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ainda, a reforma de 1966, que extinguiu também impostos anacrônicos, como o imposto do selo passando para a órbita federal impostos de política econômica, como os impostos que incidem sobre o comércio exterior. Veremos também que esta reforma criou ainda os impostos únicos sobre combustíveis, minerais, eletricidade e telecomunicações, que tinham como objetivo financiar investimentos na infraestrutura do país, tendo no início da década de 70, no Governo Médici, começado o desmonte daquela reforma, com a recriação do imposto sobre o faturamento das empresas com a contribuição do PIS. Daí por diante, várias distorções foram introduzidas, desfigurando o sistema tributário de 1966. Já a segunda reforma tributária foi feita com a Constituição de 1988. Esta reforma alargou a base do ICM, transformandoo no imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS), tendo sido extintos os diversos impostos únicos. A Constituição vigente criou ainda o imposto sobre grandes fortunas, que até hoje não foi implementado, permitiu que contribuições para a seguridade social tivessem como fato gerador o faturamento das empresas. Um fato marcante desta reforma foi a falta de equilíbrio no trato da questão federativa, pois aumentouse a transferência de recursos para os Estados e Municípios, sem contrapartida na diminuição dos gastos da União porque foram transferidos encargos, contribuindo para agravar o problema do déficit público. Todavia, o lado positivo da reforma da Constituição de 1988 foi a descentralização do federalismo fiscal brasileiro, que já vinha ocorrendo desde o início da década de 80 como uma reação contra a centralização verificada no regime militar de 1964. Não poderia deixar de ser feita neste trabalho uma análise do importante papel que terá o MERCOSUL, nesta nossa reforma tributária, embora, na nossa doutrina pátria, encontremos escritores como Martins, que nos fala: "Os sistemas de impostos e de contribuições de cada um dos membros do MERCOSUL podem ser distintos sem gerar problemas. A política de cada país, no concernente aos impostos diretos e às contribuições, não afeta a dinâmica do MERCOSUL ou de qualquer agrupamento de países, pois correspondem exclusivamente à política interna de cada um. Devem apenas respeitar tratamento isonômico para os produtos nacionais e do espaço regional, com o que a liberdade de imposição é única.
NASCIMENTO, Roberto Sérgio do. Contribuição à Análise da Adoção dos Fluxos de Caixa por Parte da Administração Pública após o Advento da LRF. Brasília : ESAF, 2001. 44 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Fortaleza (CE).
Trata-se de discussão sobre os regimes de contabilidade aplicados à contabilidade governamental, em contraposição ao regime de competência da receita e da despesa, contido na Resolução CFC n° 750/93. Objetivando iniciar o processo de análise, evidencia-se aspectos da aplicação de um, ou outro regime sobre os atos e fatos contábeis. Examina-se ainda a preocupação da administração pública com o comportamento da receita esperada frente às necessidades estatais e a disponibilidade de recursos financeiros. Procura-se demonstrar a importância crescente no setor público da ótica do fluxo de caixa, principalmente após o advento da LRF. Enfoca-se a questão dos restos a pagar, analisando-os mediante a determinação consubstanciada no art. 42 da LC n° 101/2000, assim como à luz da legislação pertinente ao assunto. Por fim, examina-se a possibilidade de anulação de empenhos regularmente emitidos pela administração pública, com vista a manter o equilíbrio fiscal, bem como a influência do binômio disponibilidade financeira versus autorização orçamentária sob os chamados fundos especiais.
NIEBUHR, Joel de Menezes. Reflexos da Lei de Responsabilidade Fiscal na Licitação Pública e no Contrato Administrativo. Brasília : ESAF, 2001. 56 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Florianópolis (SC).
O trabalho pretende abordar as repercussões causadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal no regime jurídico da licitação pública e do contrato administrativo. Trata-se de contrapor ambas as legislações, comparando os comandos normativos de cada qual, a fim de vislumbrar as relações entre elas existentes. É sabido que a Lei de Responsabilidade Fiscal possui objetivos audaciosos, que visam a imprimir novo padrão de conduta no que tange à atividade financeira da Administração Pública. Quer-se romper com o passado repleto de desmando político, a fim de alcançar austeridade fiscal, equilíbrio entre receitas e despesas e efetivo planejamento das ações governamentais. Em apertada síntese, a Lei de Responsabilidade Fiscal prescreve à Administração Pública o dever de adequar os seus gastos à realidade, aos recursos que realmente dispõe. Nesse talante, como a Lei de Responsabilidade Fiscal pretende regrar o modo de a Administração Pública gerenciar os seus recursos financeiros, transparece que ela produz importantes reflexos na disciplina pertinente à licitação pública e ao contrato administrativo. Ora, através de contratos administrativos a Administração recebe de terceiros a prestação de diversas utilidades indispensáveis à consecução do interesse público, tais quais a aquisição de bens, serviços, obras de engenharia etc. Portanto, os contratos administrativos redundam em boa parte das despesas arcadas pela Administração Pública, comprometendo larga fatia do orçamento público, já que envolvem vultosos montantes de capital. Outrossim, antes de firmar contratos, a Administração Pública necessita realizar licitação pública, que é o conjunto de formalidades erguido por Lei para assegurar que todos os possíveis interessados em colher os benefícios econômicos decorrentes da relação contratual sejam tratados com igualdade, vedando discriminações apartadas da razoabilidade. Desta forma, é latente a existência de imbricações entre os três institutos: Lei de Responsabilidade Fiscal, contrato administrativo e licitação pública. Quer-se, por corolário, trazer a lume tais imbricações, esclarecendo os agentes administrativos a respeito da maneira como devem agir com vistas à nova feição dada à Administração Pública.
PANHOCA, Luiz. A Participação do Estado na Indústria Aeronáutica: o Caso EMBRAER. Brasília : ESAF, 2001. 66 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, São José dos Campos (SP).
Questionamos neste trabalho o enfoque dado às discussões em torno da privatização da Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. A questão é se a Embraer, tem condições de continuar projetando e desenvolvendo programas aeronáuticos, sem a participação do Estado, independente do fato de ela ser ou não uma empresa privada. Se concluirmos pela possibilidade de existência da Embraer, sem a alocação de recursos governamentais ou subsídios para sua perpetuidade, então a discussão colocada para a sociedade está em nível adequado de profundidade. Se constatarmos a necessidade do Estado manter recursos ou subsídios para a manutenção das atividades de projeto e desenvolvimento, concluiremos que a discussão atual é apenas superficial. Para respondermos a este questionamento, fizemos inicialmente, uma análise das saídas conservadoras da crise. Verificamos então, que a privatização é uma das saídas para a crise do Estado capitalista. Analisamos os argumentos favoráveis e os contrários relacionados com as empresas estatais. A seguir examinamos as principais características do setor aeroespacial: os participantes de um programa; as dimensões do mercado de aeronaves; as modalidades de intervenção do Estado; a complexidade e a sofisticação dos produtos; o programa como unidade econômica indivisível e elo de ligação entre agentes e, a interferência da atividade militar na atividade civil. No contexto dessas características mostramos o surgimento e o desenvolvimento da Embraer como indústria de projeto e construção de aeronaves. O surgimento da Embraer deu-se em um contexto adverso sob todos os aspectos: resistência interna a investimentos de alto risco, falta de capacidade tecnológica e industrial adequadas, e um contexto internacional desencorajador, marcado pela alta competitividade e requisitos de qualidade. Convém relembrar que as características específicas do setor aeronáutico colocam o surgimento da Embraer como um fato muito pouco comum, tanto a nível interno como no plano internacional. Podemos afirmar que um empreendimento desse porte só se tornou possível devido a uma efetiva atuação do Estado e só pode ser apropriadamente compreendido dentro de uma percepção estratégico-militar. As características específicas dessa indústria necessitaram mais do que apenas a simples reserva do mercado local contra produtores (ou produtos) estrangeiros mais eficientes. Provou-se imperativo adquirir e manter um nível tecnológico competitivo, que não se restringisse a evitar a competição no interior de nossas fronteiras, mas que tentasse assegurar uma posição conveniente e sustentada no mercado mundial, de modo a proporcionar as necessárias economias de escala.Identificamos, na evolução dos produtos da Embraer, um processo de aprendizagem tecnológica, de capacitação industrial e pessoal, contando com uma participação efetiva do Estado, desde as fases iniciais de sua implantação. Com base nos argumentos apresentados, mostramos que a influência do Estado é uma das principais características do setor aeroespacial. Dessa forma, independente de ser a Embraer, privatizada ou pública, ela só será viável, como indústria que projeta e constrói aviões, com uma efetiva participação do Estado.
PEDERIVA, João Henrique. O Banco Central e a Responsabilidade Fiscal. Brasília : ESAF, 2001. 78 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF).
O Banco Central do Brasil Autoridade Monetária detentora do poder de emitir moeda está constitucionalmente proibido de financiar o Tesouro Nacional Mas há desarmonia entre o ideal postulado pela Lei Maior e a realidade, assentada no ordenamento jurídico infraconstitucional. No plano vertical de limitação do poder do Estado, esse financiamento fortalece indevidamente a União, em detrimento dos demais agentes econômicos; no horizontal, representa a hipertrofia do Poder Executivo, amesquinhando os demais Poderes da União. Quer para a segurança jurídica e a estabilidade das instituições, quer para o planejamento equilibrado da utilização da coisa pública na consecução das finalidades da República Federativa do Brasil, faz-se mister aumentar o grau de compreensão dos membros dos Poderes Legislativo e Judiciário quanto ao Direito Financeiro Público e Privado. A partir do exame da legislação positivada, da evolução doutrinária e das decisões judiciais, principalmente do Supremo Tribunal Federal, concernentes às finanças públicas e ao Banco Central do Brasil, o trabalho destaca as dificuldades de legitimar as apreciações jurídicas realizadas no tocante à política econômica, particularmente quanto ao relacionamento entre as vertentes fiscal e monetária. Ao final, sugerem-se alternativas de natureza legiferante para o aperfeiçoamento do quadro institucional. Com o implemento das sugestões efetuadas, vislumbra-se solução para as antinomias apontadas. Em particular, o Poder Executivo federal e a Autoridade Monetária poderiam agir de modo mais consentâneo à ideologia de responsabilidade fiscal postulada pela Constituição Federal, ora desvirtuada pela legislação infraconstitucional e por decisões judiciais precárias.
PEREIRA, Nélio Alves. O Sistema Tributário Brasileiro a Partir da Década de 60 - Um Enfoque sobre o Princípio da Eqüidade Tributária. Brasília : ESAF, 2001. 38 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF).
O que motiva este trabalho é a enorme desigualdade na distribuição de renda entre os brasileiros, como também a maneira como o ônus tributário recai sobre o conjunto da população. Trata das alterações significativas ocorridas no sistema tributário brasileiro, a partir da década de 1960, com ênfase especial quanto ao aspecto do princípio da eqüidade tributária. Uma vez que a discussão da eqüidade tributária passa pela análise de temas como "Bem Estar Social e Distribuição de Renda", esses temas são discutidos de forma paralela e acessória ao presente trabalho. A obtenção dos dados da pesquisa foi conseguida por intermédio de fontes secundárias, exceto quanto aos dados sobre o processo de elaboração da parte tributária da constituição de 1988, cuja fonte foi o Diário da Assembléia Nacional Constituinte. Esta metodologia de trabalho se deve à falta de uma fórmula estatística robusta e também à limitação de tempo, impedindo uma análise mais aprofundada da real relação que envolve a legislação tributária e a distribuição de renda.Mesmo assim, ancorado nos diversos estudos já realizados sobre o assunto e na bibliografia citada, permitiu a conclusão de que a distribuição da renda brasileira é altamente concentrada e manteve tal perfil ao longo do período analisado, independentemente do país estar em processo de crescimento econômico acelerado, médio ou em recessão. Outra conclusão é que o sistema tributário nacional, tanto após a reforma tributária da década de 60, que culminou com a criação do Código Tributário Nacional (CTN), quanto após a Constituição de 1988, permaneceu dotado de características extremamente regressivas, sugerindo que o mesmo contribui para agudizar o já sofrível quadro da distribuição da renda brasileira. Constata-se, também, que após 1995, o governo FHC, adotou uma série de medidas, que a princípio, indicam que esse quadro de regressividade do sistema tributário foi aprofundado, apesar de que entre os componentes desse governo, estarem os autores de vários trabalhos acerca de como se realizar uma melhor distribuição de renda, como também conhecedores privilegiados da questão tributária nacional.Finalmente, este trabalho salienta que para alterar o sistema tributário objetivando uma maior eqüidade tributária, tanto vertical quanto horizontal, não necessariamente precisa reformá-lo constitucionalmente, bastando, na maioria dos casos, apenas, de medidas de caráter infraconstitucionais.
PIRES, Henrique Augusto Alarcon. A Credibilidade
da Política Fiscal: Um Modelo de Reputação para a Execução das Garantias Fiscais pela
União junto aos Estados Após o Programa de Ajuste Fiscal e a Lei de Responsabilidade
Fiscal. Brasília : ESAF, 2001. 42 p. Monografia vencedora em 1°
lugar no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças
Públicas, Brasília (DF).
O tema relativo à Reforma Fiscal está na pauta das prioridades a serem discutidas no Congresso Nacional. A mídia impressa vem dando amplo espaço ao debate, veiculando as opiniões de vários representantes da sociedade, tanto na área pública, quanto no setor privado. Críticas a respeito do elevado percentual de tributos cumulativos no montante total das receitas governamentais, tais como a CPMF e a Cofins, são quase que diariamente apresentadas. Nesse sentido, encontramos a motivação para a realização.O presente trabalho se propõe a responder a seguinte indagação: existe um mecanismo de escolha social amadurecido, bem como proposições convergentes que permitam a realização de uma reforma fiscal que melhore o nível de bem-estar da população brasileira? A análise em tela estará limitada espacialmente ao domínio do setor público nacional, com breves comparações alienígenas. No sentido temporal, em que pese a breve remissão ao processo histórico da sistemática tributária nacional, o trabalho foca sobretudo o período posterior à Constituição federal de 1988. O método adotado será a pesquisa bibliográfica simples, com a compilação das principais assertivas e posicionamentos acerca do tema tratado. Para atingir este objetivo, preliminarmente será realizada uma imersão nos fundamentos doutrinários da escolha social, a partir do conceito de optimalidade num sentido de Pareto, avançando pela Teoria da escolha pública de Arrow, com sua pragmática tese da impossibilidade, e as implicações decorrentes da aceitação dos princípios que este autor enuncia. Dando continuidade, remeteremos a análise para as impressões de Musgrave, Buchanan, Bergson e Stiglitz, e suas respectivas contribuições para o tema da escolha social. Em seguida, são apresentados os princípios teóricos de tributação consagrados pela doutrina das Finanças Públicas, quais sejam, a eqüidade e a neutralidade.O trabalho passa então a descrever os aspectos caracterizadores dos principais tributos do sistema fiscal brasileiro. Serão analisados o imposto sobre a renda pessoal e seus aspectos econômicos; o imposto sobre a renda das empresas; o imposto sobre vendas de mercadorias e serviços; os impostos sobre o patrimônio; e o imposto sobre o valor adicionado IVA. Após a descrição dos principais tributos inicia-se o relato da evolução histórica do sistema tributário no Brasil, com uma ênfase na descrição da reforma dos anos 1960, o acompanhamento da evolução da carga fiscal, e o advento da Constituição de 1988 e seus efeitos no sistema tributário.O trabalho trata em seguida do peso que a questão da distribuição de renda deve assumir no âmbito de qualquer discussão relativa à reforma fiscal. São apresentados e discutidos os quadros que evidenciam a evolução da indigência e da pobreza no Brasil, em face da ampliação gradativa da participação da carga fiscal como proporção do PIB. Dedicamos um capítulo adicional para apresentar muitas das questões polêmicas que envolvem os efeitos da incidência de tributos específicos, tais como a CPMF e os demais tributos cumulativos, e seus efeitos na competitividade e no funcionamento dos mercados de capitais. O capítulo final trata da apresentação das principais linhas de contorno que deverão orientar os eventuais trabalhos voltados para a reforma fiscal no Brasil. Longe de elencar um conjunto convergente de opiniões e consensos de idéias, o trabalho mostra o elevado grau de sofisticação e capacitação requerido para a empreitada. O trabalho conclui sua análise apresentando um cenário onde a Reforma Tributária encontrará um difícil ambiente para sua implementação, seja pela ineficiência dos mecanismos de escolha, ou ainda pela necessidade urgente de instituir mecanismos de transferências de riqueza. Não obstante, conforme será visto, o nó górdio da questão será a conciliação de interesses divergentes e antagônicos.
PIRES, Valdemir Aparecido. Reforma Fiscal e Princípios de Tributação. Brasília : ESAF, 2001. 79 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Piracicaba (SP).
A adoção dos consagrados princípios teóricos de tributação como respaldo teórico-metodológico das reformas fiscais e tributárias, que é algo que ocorre sem que seja anunciado ou até mesmo percebido, consiste na aceitação da lógica mercantil como fundamento das relações governo-contribuintes, tentanto assegurar a liberdade do indivíduo e a igualdade de todos em relação ao governo. Tais princípios, entretanto, ao contrário do que parece, não são uma aquisição neutramente construída pelo pensamento econômico e político. Por trás deles repousam concepções distintas de sociedade, de governo e da relação sociedade/mercado-governo. Portanto, sua adoção exige cuidado. O objetivo do presente trabalho é fazer uma discussão sobre os princípios de finanças públicas, partindo de uma reclassificação dos tradicionais princípios de tributação e concluindo com uma avaliação crítica de seu significado e de seu alcance. Pretende-se, com isto, revalorizar os aspectos teóricos envolvidos pelas reformas fiscais e tributárias, bem como apontar as insuficiências das concepções abarcadas no debate e os riscos da falta de fundamentação das decisões e ações implementadas com preocupações exclusivamente pragmáticas, geralmente pontuais e fragmentadas. Inicialmente, sugere-se um agrupamento destes princípios, com base em suas características e finalidades, em princípios fiscais (da neutralidade e do maior benefício social) e princípios de tributação (do benefício e da capacidade contributiva). Em seguida, passa-se a apresentar os princípios fiscais, procurando evidenciar que o princípio da neutralidade se conecta mais facilmente ao instrumental analítico da ortodoxia marginalista, enquanto que o princípio do maior benefício social melhor se adequa à visão keynesiana do funcionamento do mercado. Isto feito, inicia-se, então, a apresentação dos princípios de tributação, sendo rapidamente abordados o seu significado e evolução, além de suas limitações e potencialidade.Ao final são comentadas as críticas que são feitas a cada um dos princípios fiscais e de tributação e as críticas dirigidas a todo o conjunto de princípios de finanças públicas. Especial atenção é dada ao fato de haver dois blocos distintos de críticas (político-ideológicas e teórico-técnicas), cada qual partindo de aspectos diferentes e resultando em distintas conseqüências sobre a validade teórica ou sobre a possibilidade de aplicação prática dos princípios. Conclui-se que dependendo da avaliação que se tenha do papel do mercado e do governo como provedores de bens e serviços e promotores da estabilidade e da eqüidade, diferentes proposições serão feitas a respeito do que deva fazer o governo e a respeito de como deve ele financiar-se, com repercussão sobre o tipo de reforma fiscal e de reforma tributária que se possa almejar.
POSTALI, Fernando Antônio Slaibe. Federalismo
Fiscal Enquanto Esquema de Seguro Regional: Uma Avaliação do Caso Brasileiro.
Brasília : ESAF, 2001. 86 p. Monografia agraciada com menção honrosa no VI Prêmio
Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Campinas (SP).
O objetivo deste artigo é verificar se os impostos e transferências servem como um esquema de seguro regional no Brasil. Estes estabilizadores automáticos redistribuiriam recursos de regiões em que estivessem ocorrendo aumentos de renda para regiões onde a renda estivesse caindo. Eles forneceriam, assim, uma forma de seguro contra flutuações na renda, o que seria importante caso o acesso dos indivíduos ao mercado financeiro fosse mais limitado ou mais caro do que o do Governo. Para o período 1994-1999 conclui-se, utilizando-se dados para os 26 Estados brasileiros mais o Distrito Federal, que os impostos e as transferências atenuam os efeitos dos choques regionais de renda. A nossa metodologia engloba a utilização de modelos de dados de painel, com estimadores de Mínimos Quadrados Ordinários, Variáveis Instrumentais e Método Generalizado dos Momentos (GMM). Um aumento de 1% no PIB estadual irá aumentar a arrecadação de impostos federais em cerca de 1,6% em média. Por outro lado, um aumento de 1% no PIB estadual reduz as transferências em cerca de 0,86% na média. Quando introduzimos controles para Efeitos Fixos regionais, o efeito estabilizador ainda pode ser identificado em ambos os casos, mas as elasticidades se alteram para 1,75% para a arrecadação e 0,75% para as transferências constitucionais. Por outro lado, o controle por efeitos fixos estaduais nos leva a concluir que o sistema federal de alocação de transferências constitucionais apresenta um perfil muito mais distributivo do que estabilizador. No entanto, deve-se observar que o amortecimento dos choques é maior nos Estados mais ricos, com destaque para o Distrito Federal. Palavras-chave: federalismo fiscal, seguro regional, painel.
PRADO, Márcia de Fátima do. Lei de Responsabilidade Fiscal. Brasília : ESAF, 2001. 78 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, São José dos Campos (SP).
A Lei Complementar 101 de 05 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, é um código de conduta para o Administrador Público que tem como finalidade à gestão patrimonial dos bens públicos. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece normas de finanças públicas dirigidas ao planejamento orçamentário, às receitas públicas e despesas públicas, às transferências voluntárias, à destinação de recursos públicos para o setor privado, a divida e endividamento público, à gestão patrimonial, à formalidade contábil, ao controle e fiscalização da gestão fiscal, à prestação de contas, à transparência e publicidade dos atos públicos e às penalidades ao Administrador Público pelo descumprimento do dispositivo legal. A lei tem o objetivo de buscar o equilíbrio das contas públicas, limitar o gasto com as despesas mediante adoção de técnicas de planejamento governamental, organizar o controle interno e externo, prevenir e corrigir os desvios apurados em sua execução, cumprir as metas propostas e principalmente tornar transparentes todos os atos da Administração.
REIS, André Abreu. Emancipação, Autonomia e Dependência Financeira "O Novo Papel Assumido pelos Municípios no Cenário do Capitalismo Global". Brasília : ESAF, 2001. 72 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Belo Horizonte (BH).
Este trabalho busca promover uma discussão sobre a atual forma de transferência do FPM e seus impactos. A partir das disfunções geradas por este critério de distribuição, e de forma geral, pelos pressupostos equivocados em que está calcado o federalismo fiscal brasileiro, são sugeridas alterações no atual critério de transferência do FPM. As conseqüências geradas pelo modelo atual são basicamente as emancipações desenfreadas e o baixo esforço tributário dos municípios. As sugestões surgem a partir de diversas análises das finanças públicas municipais de Minas Gerais, tomando como foco a dependência dos municípios em relação ao FPM. Como instrumental metodológico, são montadas tabelas dinâmicas e a partir delas, feita uma breve avaliação das finanças públicas de Minas Gerais. Posteriormente, são feitos ensaios estatísticos mais elaborados por meio de modelos de Mínimos Quadrados Ordinários, buscando observar a relação que existe entre o FPM e variáveis socioeconômicas. As sugestões de alteração decorrem da inclusão no critério de transferência do FPM de índices que recompensem os municípios de acordo seu esforço de arrecadação e de critérios que avaliem o gasto dos municípios com suas políticas públicas sociais. Por ultimo, é sugerida diminuição no peso do critério populacional.
ROCHA, Ana Cristina Vazquez da. Federalismo Fiscal e Autonomia Local. Discriminação de Rendas e Atribuições Administrativas. Brasília : ESAF, 2001. 78 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Rio de Janeiro (RJ).
O presente estudo , partindo do conceito de Federação, analisa a maneira como estão estruturadas as competências dos entes para arrecadar e participar da receita da arrecadação dos demais, ou seja, de que forma os entes da federação obtém os recursos necessários ao correto exercício de suas atribuições. Busca, também, abordar o problema dos conflitos entre as previsões constitucionais relativas à discriminação de rendas e às atribuições dos entes federais, objetivando discutir de que modo a falta de proporcionalidade na divisão de recursos e tarefas entre os diversos entes poderia vir a acarretar a violação à cláusula pétrea do princípio federativo. São discutidos diversos pontos polêmicos como a possibilidade de concessão de isenções heterônomas através de tratado, a proliferação de municípios sobrevivendo apenas da receita advinda dos fundos de participação, a possibilidade de alteração do sistema atualmente vigente sem violação de cláusula pétrea, etc. Conclui-se que, apesar de muitos doutrinadores se colocarem contra a organização federativa (principalmente por esta alegadamente provocar dispersão de recursos, por ensejar a manutenção de diversos aparelhos burocráticos, por favorecer a ocorrência de inúmeros conflitos jurídicos e políticos, como os já abordados, e pela dificuldade em se estabelecer uma planificação global que permitisse um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, já que não se pode obrigar uma unidade federada, a, por exemplo, se enquadrar dentro de um plano da União) , esta forma de Estado permite que haja uma conjugação de esforços sem que cada parte perca seus particularismos, sendo portanto, uma forma mais favorável à defesa das liberdades que o Estado centralizado. Deste modo, a Federação revela-se como a transplantação para o plano geográfico da tripartição de poderes no plano horizontal, de Montesquieu, com o que se atinge o objetivo de conter o exercício do poder político dentro de quadros rígidos, de modo a evitar abusos de poder por quem o tenha. Cumpre ressaltar que a idéia de federalismo não implica necessariamente em se estabelecer um tratamento uniforme para todos os entes, mas sim em se obter uma unidade, o que pode ser atingido mediante um sistema de cooperação mútua visando a atenuar eventuais desigualdades. Portanto, se por um lado é fato inaceitável existir entes da Federação cuja fonte de recursos é exclusivamente o montante das participações constitucionais, também não podemos simplesmente acabar com este mecanismo em prol de um sistema apenas de discriminação de competências tributárias, eliminando-se o sistema de repartição de receitas. No Brasil, há desigualdades sociais e regionais, que tornam medida inócua a simples atribuição de competência a ente pobre da Federação, já que em seu território não há circulação de riquezas suficientes para gerar uma arrecadação suficiente para custear os serviços e atividades públicas, ou seja, em última análise, para garantir sua autonomia administrativa e financeira. Ao mesmo tempo em que a federação exige o tratamento igual de todos os seus componentes, cria uma solidariedade forçada e meramente formal, e se imposta onde não há igualdade de fato é o começo da injustiça. Neste sentido, a tendência é dos Estados partirem para um federalismo cooperativo, e a evolução prosseguirá na linha do desenvolvimento e da consolidação do federalismo cooperativo para modernizar a estrutura do Estado Federal.
SAVIOLLI, Valdir. Lei de Responsabilidade Fiscal: Normas Relativas à Receita e Despesa Pública. Brasília : ESAF, 2001. 78 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, São Paulo (SP).
A Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal, sedimentou algumas normas de finanças públicas, bem como trouxe regras inovadoras à gestão financeira do setor público. O objetivo do presente trabalho é descrever e analisar os dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal relacionados com a receita e a despesa pública e discutir suas implicações na administração orçamentária do setor público. Para tanto, enfocamos os Capítulos III e IV da Lei Complementar, que tratam, respectivamente, da receita e da despesa pública. Preliminarmente, para permitir a compreensão da análise subseqüente, abordamos também o Capítulo I Disposições Preliminares e o Capítulo II Do Planejamento. Nas conclusões do trabalho, sustentamos que a Lei de Responsabilidade Fiscal pode contribuir para promover mudanças positivas em relação à gestão pública, dando condições para um ajuste fiscal necessário à recuperação da capacidade do Estado de cumprir suas funções. Destacamos, porém, que o efetivo cumprimento da norma jurídica demanda providências compromissadas com os princípios de transparência e controle social estabelecidos no diploma legal. Na eficiente resolução prática de dúvidas técnicas, bem como de questionamentos jurídicos, reside boa parte do sucesso em alcançar a responsabilidade fiscal. O atendimento aos requisitos da Lei exigirá um amadurecimento, técnico e político, dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Novas exigências também são colocadas para os Tribunais e Conselhos de Contas, encarregados do acompanhamento e fiscalização da gestão fiscal. Finalmente, mesmo logrando-se êxito nas transformações institucionais que requer a plena aplicação da norma jurídica, sua contribuição para o ajuste fiscal do setor público brasileiro encontra limites na própria natureza do déficit fiscal. Isto porque, os determinantes principais do desajuste fiscal estão nas altas taxas de juros, determinadas pela política monetária, e na taxa de câmbio, subordinada à política fiscal. São as variáveis chaves que afetam negativamente o nível de endividamento interno e externo do setor público e que estão fora do alcance da Lei de Responsabilidade Fiscal.
SILBERSCHNEIDER, Wieland. A Natureza Comunicativa da Ação Fiscal e o Conceito de Responsabilidade Fiscal: A Posição da Lei de Responsabilidade Fiscal no Ordenamento Político-Institucional Brasileiro. Brasília : ESAF, 2001. 83 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Belo Horizonte (BH).
O trabalho se dedica à discussão da natureza da ação fiscal e conceituação de responsabilidade fiscal, buscando, ao final, avaliar a posição da Lei de Responsabilidade Fiscal(Lei Complementar nº 101, de 05.04.00) no ordenamento jurídico-institucional brasileiro, segundo os quesitos de responsabilidade fiscal propostos. O estudo apresenta natureza exploratória, devido ao ineditismo da abordagem, orientando-se pela Teoria da Ação Comunicativa. Discorre sobre a ação fiscal como resultado das negociações entre Governo e Sociedade Civil, mediadas pela Administração Pública, para a gestão de receitas e despesas públicas, balizadas por princípios de contributividade social e promoção do desenvolvimento econômico social. Descreve a responsabilidade fiscal como difusão de uma ética discursiva para vinculação da atuação dos governos aos interesses da sociedade, que escolheu-os enquanto agentes para tratar de seus assuntos comuns, concedendo-lhes contribuições para implementarem ações voltadas para o bem-estar . O estudo analisa a natureza da ação fiscal, a partir de crítica à Economia Clássica, que produziu um conceito de "finanças neutras", limitado ao "fenômeno financeiro tal como ele é" e centrado na análise dos agregados econômicos.Mostra que a ação fiscal possui uma natureza comunicativa, resultante do entendimento entre três campos de interesse(Governo, Administração Pública e Sociedade Civil) sobre como processar contribuições privadas e dirigi-las para a promoção do desenvolvimento econômico e social. Assinala que, do encontro desses campos, resultam quatro arenas negociais, as quais se prestam à negociação das dimensões burocrático-legal, teleológica e política da ação fiscal. Examina os conteúdos da responsabilidade que resultam de relações de representação agente-principal. Discute que a responsabilidade de agentes se desdobra na promoção de duas dimensões do público: uma de conteúdo (realizar a coisa pública) e outra de expressão (comunicar conteúdos), designada como responsividade(accountability). Em seguida, passa a discorrer sobre valores (Liberdade, Justiça Social e Segurança) e princípios (Equilíbrio Orçamentário, Eficácia e Legalidade) que conformam a ética discursiva da responsabilidade fiscal. Faz uma breve análise sobre a evolução dos quesitos de responsabilidade fiscal, mostrando que desenvolveram-se através de três jornadas de adensamento e extensão de direitos(civis, políticos e sociais), correspondentes à consagração, no âmbito das finanças públicas, respectivamente, dos valores da Liberdade, Segurança e Justiça Social. Ao final, a análise dirige-se para avaliação da posição das principais fontes de responsabilidade fiscal no ordenamento político-institucional brasileiro. Para tanto, promove a classificação de quatro tipos de fontes (constitucionais, complementares, sociais e de controle) e verifica sua correlação com os valores e princípios para gestão fiscal responsável.Conclui que a Lei de Responsabilidade Fiscal apresenta correlação maior com o princípio do Equilíbrio Orçamentário, enquanto os conselhos gestores de recursos públicos se correlacionam marcadamente com o valor da Justiça Social, configurando uma tensão.
SILVA, Eric Moraes de Castro e. Tributação no Setor de Petróleo - Caráter Tributário da PPE e Razões de sua Ilegalidade. Brasília : ESAF, 2001. 80 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Recife (PE).
O trabalho "Tributação no setor de Petróleo Caráter Tributário da PPE e Razões de sua Ilegalidade" pretende modestamente inserir no âmbito das discussões sobre a reforma tributária a atual tributação disfarçada que sofre o setor de combustíveis derivados de petróleo através da cobrança denominada PPE Parcela de Preço Específica. A referida exação, cobrada quando da venda dos combustíveis pelas refinarias, possui latente caráter tributário. Contudo, sua instituição, recolhimento e destinação não obedeceram nenhuma das diretrizes estabelecidas pela Constituição Federal para a criação de qualquer espécie tributária, razão pela qual a receita da cobrança configura mero enriquecimento ilícito da União Federal e flagrante desrespeito a inúmeras normas e princípios constitucionais tributários. Para se chegar a essa conclusão, logo no Capítulo I é traçado um breve histórico da tributação do setor de combustíveis, para em seguida demonstrar quando a PPE foi instituída, bem como a forma de cálculo e de recolhimento da cobrança. Em sucessivo, demonstra-se os valores da arrecadação do "tributo" nos anos de 1998, 1999 e 2000 e finalmente qual o objetivo da Administração Federal ao instituir tal exação. Delimitado os contornos gerais do que seja PPE, o trabalho passa no Capítulo II a analisar as noções gerais de tributo, como os aspectos essenciais das exações tributárias, a denominação legal do que seja tributo e as várias acepções que o termo tributo pode assumir. O penúltimo capítulo do trabalho (Capítulo III) confronta as noções gerais de tributo analisadas no Capítulo II com os aspectos objetivos da PPE esmiuçados no Capítulo I. Ao se cotejar os referidos conceitos, demonstra-se que materialmente a PPE possui indiscutível natureza tributária, revestindo-se dos elementos que configuram a espécie denominada "contribuição de intervenção no domínio econômico". Por fim, o Capítulo IV do trabalho demonstra que mesmo materialmente possuindo natureza tributária, a PPE, formalmente, não pode subsistir no ordenamento brasileiro, uma vez que não obedeceu aos princípios gerais do direito tributário, tais como a indispensável criação mediante a edição de lei, o respeito à separação dos poderes e a imunidade objetiva instituída especificamente para os combustíveis. Assim, chega-se ao objetivo mediato da monografia que não é outro senão demonstrar o quão absurda e ilegítima é a atual forma de tributação dos derivados do petróleo no Brasil. Com essa conclusão o fim imediato do trabalho exsurge naturalmente: inserir nos debates sobre a reforma tributária a tributação específica do setor de petróleo, tudo para se evitar que uma aberração como a PPE persista no sistema tributário que se pretende inaugurar.
SILVA, Fagner Gomes da. Da Adequação da Estrutura Estatal à Conjuntura Hodierna. Brasília : ESAF, 2001. 37 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Londrina (PR).
O trabalho busca traçar as alterações que o estado brasileiro tem vivenciado, bem como as circunstâncias político-econômicas que tem direcionado a máquina para tais transformações estruturais. Trata também o estudo das dificuldades e limitações impostas ao processo reformista pela Constituição Federal, principalmente naquilo em que toca a forma federal nacional. As reformas no aparelho estatal, as quais são principalmente a Reforma fiscal e previdenciária, Lei de Responsabilidade Fiscal e processo de privatizações. no que concerne, tem caracterizado um redimensionamento das políticas administrativas do Brasil, isso considerando o modelo anterior de intervencionismo econômico nacionalista experimentado na década de setenta em oposição ao paradigma hodierno de integração internacional. O trabalho limita-se ao estudo da legislação pertinente e a pesquisar doutrinariamente, a partir de estudos anteriores, tanto no campo do Direito como Economia e Ciências Políticas, o fenômeno de transformação do modelo estatal contemporâneo. Conclui-se a monografia corroborando as reformas estatais efetivadas e em curso propostas pelo governo, visto que o aprimoramento do aparelho de Estado se faz de veemente urgência.
SOUSA, Márcia Rodrigues de. Impactos de Variáveis Político-Institucionais sobre o Desempenho Fiscal do Estado. Brasília : ESAF, 2001. 87 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001.Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF).
Compreender a situação fiscal dos Estados brasileiros não é tarefa fácil. Realidades sócio-econômicas distintas convivem com problemas político-administrativos comuns. Esta monografia procura analisar a situação fiscal dos Estados brasileiros no período de 1995 a 2000, sugerindo uma série de fatores que em maior ou menor grau foram co-responsáveis pelos desequilíbrios vivenciados por esta esfera de governo no período que se sucedeu ao plano Real. Com o auxílio de um modelo econométrico com sistema de equações simultâneas e o método dos mínimos quadrados em dois estágios, variáveis político-institucionais tais como governo dividido, dependência de transferências federais, existência de concorrência partidária, assinatura de Programas de Ajuste Fiscal, entre outros, foram testadas confirmando que de fato exercem influência significativa no desempenho econômico destes entes, sendo imprescindível o conhecimento destas inter-relações para viabilizar e implementar políticas públicas eficazes.
SOUSA FILHO, Francisco de Assis Lemos de. Reforma Tributária - Mudanças no ICMS, na Proposta de Emenda Constitucional nº 175/95 - Substitutivo do Relator. Brasília : ESAF, 2001. 70 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001.Tópicos Especiais de Finanças Públicas, João Pessoa (PB).
Este trabalho tem como objetivo, trazer contribuições fundamentadas ao entendimento das mudanças no sistema tributário nacional, que possam ocorrer com a aplicação do substitutivo do relator da proposta de emenda constitucional nº 175 de 1995 (PEC175-A/95), notadamente no que se refere aos seus impactos sobre o imposto sobre o consumo do tipo valor agregado. Procurar-se-á explicitar os componentes deste imposto e a conseqüência que a reforma tributária, pretendida no substitutivo exerce sobre o imposto estadual de circulação de mercadorias - ICMS. Mais especificamente sobre os aspectos, da simplificação do sistema tributária, da capacidade de arrecadação, e da carga tributária. Procura-se, no entanto, ir além das análises e interpretações das influências dos aspectos tidos como mais de natureza econômica da tributação. E tenta-se explicar o quanto pesou na aplicabilidade da proposta, os aspectos tidos como de natureza político-ideológica e institucional. BRASIL
SOUZA, Josyanne Nazareth Costa de. Reforma do Estado: O Papel Solidário e Participativo da Sociedade. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001.Tópicos Especiais de Finanças Públicas, São Paulo (SP).
A presente monografia busca analisar a redefinição do papel do Estado em face de uma Nova Ordem Mundial cujo quadro encontra-se marcado pela presença de novos atores que surgem para atuar sob as regras de um novo mundo onde Estado é obrigado a desempenhar tarefas múltiplas e por vezes até mesmo contraditórias. Por outro lado, o Estado precisa substituir seus instrumentos tradicionais, dada a crescente redução de seu poder de intervenção, controle, direção e indução a fim de superar a crise atual por ele enfrentada. O presente trabalho busca identificar e analisar a lógica da performance do Estado a qual encontra-se subordinada à lógica do capital e através dela destacar os principais desafios a serem enfrentados pela Reforma do Estado, ou seja, quais as estratégias necessárias para que se possa efetuar mudanças efetivas e eficazes. Através da identificação dos pontos acima citados, buscar-se-á também estabelecer a relação necessária entre Estado e Sociedade através da implementação de um desenvolvimento participativo que se baseia no equilíbrio entre Princípio de mercado, Princípio de Estado e Princípio de comunidade.Elaborado o mapeamento das questões acima, procuraremos identificar as possíveis falhas na Reforma do Estado Brasileiro bem como propor propostas para uma Reforma Efetiva do Estado Brasileiro.
WASILEWSKI, Luís Fernando. A Evasão Fiscal no Brasil: Os Casos do IRPF e das Unidades de Produção da Economia Informal. Brasília : ESAF, 2001. 71 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Tópicos Especiais de Finanças Públicas, Brasília (DF).
O trabalho A Evasão fiscal no Brasil: os casos do IRPF e das unidades de produção da economia informal analisa o fenômeno da evasão fiscal, tema muito debatido e pouco estudado no nosso País. Em seu primeiro capítulo, são abordados aspectos gerais da evasão fiscal. Primeiramente, discutem-se a importância do estudo da sonegação tributária e a similaridade existente, do ponto de vista econômico, entre elisão e evasão. Analisam-se os efeitos perniciosos da evasão fiscal, e os vários métodos que podem ser utilizados para calcular a sua magnitude, levando a que diferentes resultados sejam auferidos para a mesma economia. Alguns estudos já realizados acerca do tema são mencionados, embora não sirvam de parâmetro para comparação com os resultados deste trabalho. Posteriormente, especula-se sobre os fatores que podem influir no tamanho da evasão fiscal. No capítulo II, calcula-se a evasão fiscal do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), utilizando o método do potencial teórico de arrecadação. Compara-se a arrecadação teórica, a que seria produzida se todas as obrigações tributárias do imposto fossem cumpridas, com a arrecadação efetiva registrada no período de um ano. A arrecadação teórica foi estimada com base em informações sobre a renda pessoal da população brasileira, coletadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estimou-se que a evasão fiscal do IRPF foi de 21,91% em 1996, 20,02% em 1997 e 16,39% em 1998. A evasão fiscal decresceu ao mesmo tempo em que aumentou a carga tributária total, a arrecadação real do IRPF e sua alíquota marginal. Existe, portanto, uma correlação negativa entre evasão fiscal e essas outras três variáveis, no caso do IRPF brasileiro. No capítulo III, estudou-se a economia informal, enfatizando seus efeitos na arrecadação tributária. Foram estimadas as receitas das empresas componentes da economia subterrânea, no Brasil, em 1997. Haviam 9.477.973 unidades de produção informais, que realizaram aproximadamente 3% dos investimentos totais na economia brasileira. O não registro das atividades das empresas informais significou uma omissão de receitas de 11,29% e uma sonegação fiscal de 3,5%. Não foram estimados a sonegação tributária das empresas formais que não registraram apropriadamente suas atividades e o lucro das atividades ilícitas. É de se destacar o pouco potencial arrecadatório da tributação das atividades do setor informal. Os resultados alcançados são uma contribuição à estimação da sonegação tributaria no Brasil. Ressalte-se que o estudo da evasão fiscal total em um sistema tributário complexo como o brasileiro, com a existência de dezenas de tributos nos três níveis de governo, demanda o exame detalhado do potencial tributário de cada imposto.
VI PRÊMIO TESOURO NACIONAL
SISTEMAS DE INFORMACAO PARA A ADMINISTRACAO FINANCEIRA PÚBLICA
ANDRADA, Reginaldo Figueiredo. Análise Comparativa entre as Formas de Gestão Orçamentária da Secretaria de Estado do Turismo de Minas Gerais (SETUR). Brasília : ESAF, 2001. 76 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Belo Horizonte (MG).
A escassez de recursos é problema recorrente no setor publico. A racionalização da utilização desses é buscada pelos governos e gestões. O planejamento e, especialmente, o cumprimento do orçamento público, busca a efetividade na aplicação desses recursos. O presente trabalho estabeleceu uma comparação entre as formas de gestão orçamentária de uma Secretaria de Estado e de uma Empresa Pública, tomando como exemplo o caso da Secretaria de Estado do Turismo de Minas Gerais - SETUR, e da Empresa Mineira de Turismo - TURMINAS. Ao final do trabalho, é apresentada, ainda, uma proposta de Gestão Orçamentária Integrada para essas duas unidades. A metodologia utilizada foi uma pesquisa diagnóstico, pois explorou o ambiente em análise, levantou problemas e propôs uma gestão mais eficiente para a gestão orçamentária. Teve como requisito uma pesquisa bibliográfica e legal, para a determinação dos termos e legislação referentes ao orçamento. Utilizou-se ainda, pesquisa in loco e a metodologia de entrevistas, para a percepção da realidade prática nos órgãos estudados. Constatou-se que os aparatos legais brasileiros e mineiros estão adequados às funções inerentes do orçamento, operacionalizando o planejamento governamental. A principal carência do setor público para a efetiva instrumentalização do planejamento é a de recursos humanos técnicos e especializados. Apontamos os esforços do Estado de Minas Gerais em institucionalizar órgãos responsáveis pelo planejamento que antecede o processo orçamentário. Ainda foi possível apontar a Empresa Pública como forma de atuação do Estado na esfera econômica para exercer determinadas atividades. Essas atividades devem ser reguladas e controladas pelo Estado. Apontando os problemas do processo orçamentário, estabeleceram-se estratégias de ação, que constituem-se na proposição, ao final do trabalho, de um modelo de gestão orçamentária integrada para a SETUR e a TURMINAS. Tal modelo tem condições efetivas de ser aplica do à realidade apontada, sem impedimentos de natureza legal ou administrativa. O trabalho espera ter contribuído efetivamente para a evolução do sistema orçamentário no Estado e na administração pública brasileira em geral.
COUTO, Agostinho Santos do. O Plano Diretor da Marinha do Brasil e sua Aplicação no Sistema de Orçamento Federal. Brasília : ESAF, 2001. 51 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Brasília (DF).
A monografia apresenta o Sistema do Plano Diretor, aplicado no Comando da Marinha, como modelo a ser seguido para o aperfeiçoamento do sistema de orçamento federal, principalmente no que diz respeito à elaboração e à integração do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), de modo que os anseios da sociedade brasileira sejam materializados na elaboração e na execução do Orçamento Geral da União. O autor descreve o Sistema do Plano Diretor partindo de sua estrutura funcional e documental, analisando sua dinâmica, que compreende o ciclo do Planejamento, de caráter anual e alcance plurianual, e o ciclo da Execução, onde é executada anualmente a peça fundamental do Sistema, que é o Plano de Ação. Também é abordada a integração que já existe entre o Sistema do Plano Diretor e o sistema de orçamento federal, o que facilita sua execução e aprimoramento, bem como propicia reações rápidas a mudanças conjunturais. Essa integração, no entender do autor, facilita a absorção, pelo modelo orçamentário nacional, de características inerentes ao Plano Diretor da Marinha. Sob a ótica do autor, são apresentados os principais problemas atualmente detectados nos processos de elaboração, execução e controle do orçamento, indicando-se as conseqüências desses óbices para as Unidades Orçamentárias e para a sociedade em geral. Com base nesses problemas, vislumbra-se a adoção de medidas corretivas que, a curto, médio e longo prazos, permitirão o aperfeiçoamento desses processos. A partir das análises apresentadas, o autor apresenta algumas proposições visando a sanar os óbices anteriormente apontados e aprimorar o modelo orçamentário introduzido pela Constituição Federal de 1988, destacando-se: dotar o Plano Plurianual de caráter permanente, sem estipular um prazo fixo para a consecução de todas as suas Ações; a Lei de Diretrizes Orçamentárias seria elaborada após a revisão anual do Plano Plurianual, estabelecendo prioridades que sejam respeitadas, de acordo com um programa de governo; os valores monetários lançados no Projeto de Lei Orçamentária Anual tem que ser compatíveis com os que constam do Plano Plurianual; abandonar as séries históricas de execução como parâmetro para fixar limites da proposta orçamentária; e criação de uma comissão interministerial para acompanhar a elaboração e a execução do orçamento federal. Finalmente, o autor afirma que, com a implementação das medidas propostas e a absorção, pelo orçamento, da filosofia do Sistema do Plano Diretor, o sistema de orçamento federal atingirá um novo patamar de eficiência, eficácia, transparência e sintonia com os anseios da sociedade.
GOUVÊA, Josué Alves. A Contabilidade Governamental como Instrumento de Informação Gerencial. Brasília : ESAF, 2001. 32 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Nilópolis (RJ).
Trabalho apresentado para concorrer ao VI Prêmio Tesouro Nacional, e que se destina a profissionais que militam na Contabilidade Pública. Pode ser útil também a estudantes de cursos de graduação em Ciências Contábeis, como de cursos de extensão ou especialização. Objetiva a despertar os profissionais da Contabilidade Pública sobre a importância da reestruturação da Contabilidade nas entidades governamentais, a fim de dar-lhe enfoque gerencial, considerando o controle nos aspectos da economicidade, eficiência e eficácia. Considera a importância da apresentação de relatórios apropriados e tempestivos aos gestores e a necessidade do desenvolvimento da Análise de Balanços Públicos e de um sistema de Contabilidade de Custos para que haja efetivamente uma Contabilidade Pública Gerencial.
JATENE, Carlos Augusto Sousa. Sistema de Gestão de Programas do Governo do Pará - GP Pará. Brasília : ESAF, 2001. 74 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Belém (PA).
O acompanhamento da execução física e financeira das ações de governo em tempo hábil, ou seja, em tempo de proporcionar o gerenciamento efetivo da execução dos programas de governo, é um problema de todos os estados do Brasil. Configura-se, quase sempre, uma situação sem coordenação e sem controle, em que o cumprimento das metas fica totalmente à deriva. A informação sobre a situação atual das ações chega com muito atraso ao gestor e, muitas vezes, com distorções politicamente catastróficas. O Sistema de Gestão de Programas do Governo do Pará - GP Pará é uma engrenagem sistêmica que integra o Plano Plurianual (PPA), o Orçamento, o Sistema de Administração de Materiais e Serviços (SIMAS), e o Sistema de Administração Financeira (SIAFEM), proporcionando a gestão física e financeira, em tempo real, via Internet, de cada programa de governo, ação por ação, gasto por gasto, município por município, permitindo a tomada de decisão em tempo de evitar distorções que comprometam as políticas governamentais e os compromissos assumidos com o povo. Tendo nascido com a vocação de proporcionar operações em tempo real, o GP Pará permite que, tanto a recuperação das informações quanto a entrada dos dados, sejam feitos em qualquer lugar e em qualquer momento, a partir de qualquer computador conectado à grande rede. O sistema é extremamente rico em gráficos e proporciona a exportação das informações para o formato de planilha eletrônica Excel.
MAWAD, Ana Paula de Barros. Sistema de
Informação e Cidadania: Um Desafio na Gestão de Recursos Públicos. Brasília :
ESAF, 2001. 59 p. Monografia premiada em 3° lugar no VI
Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a
Administração Financeira Pública, Brasília (DF).
Este trabalho discute a necessidade de desenvolver o enfoque pragmático na gestão de recursos públicos, culminando na institucionalização de um sistema de informação capaz de divulgar informação relevante à tomada de decisão do cidadão e que propicie o exercício no controle social, inerente ao regime democrático.Inicia-se com a contextualização do assunto, no âmbito das transformações político-administrativas recentes do Brasil e a inter-relação entre informação e exercício pleno da cidadania, bem como sua importância para a prática da "accountability". A análise discute o papel fundamental da contabilidade pública nesse processo, enquanto responsável por divulgar à sociedade os resultados da gestão de recursos públicos. O estudo tece comentários acerca de deficiências na evidenciação contábil dos demonstrativos exigidos legalmente e da necessidade de aprimoramento da contabilidade gerencial com foco no cliente-cidadão. Em seguida, procede à análise dos aspectos materiais da informação, destacando a necessidade de sua amplitude, concluindo que para ser relevante é preciso que a mesma seja única e reúna todos as aspectos quantitativos e qualitativos da gestão de recursos públicos, destacando as implicações envolvidas nesse processo.Por fim, propõe a centralização na divulgação da informação, mediante a institucionalização de um sistema gerencial, com flexibilidade para divulgar a mesma informação sob formatos distintos a fim de atingir o maior número de cidadãos possível, dada a diversidade de níveis de compreensão. Reconhece-se, no entanto, que esse é o início de um processo e para tornar-se efetivo requer transformações estruturais no âmbito da administração publica, nada fáceis de serem implementadas, como a unificação da informação divulgada e, sobretudo, investimentos em telecomunicação e tecnologia em rede, para interligar e aproximar cidadãos.Essas dificuldades, entretanto, precisam ser entendidas como desafios no setor público, uma vez que são exigências da sociedade e que tendem a expandir-se com o amadurecimento da democracia brasileira.
Este trabalho visa apresentar o Sistema de Proposta Orçamentária, o qual foi desenvolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará. O sistema foi desenvolvido devido às inúmeras dificuldades percebidas pela Unidade Orçamentária, especificamente o setor responsável por orçamento e finanças, para elaborar a proposta orçamentária, desde a captação dos dados junto aos demais setores do órgão relativos à previsão das despesas para o ano de exercício seguinte até a consolidação dos mesmos. A partir de sua implantação, a elaboração da proposta foi facilitada sobremaneira, ao disponibilizar uma forma padronizada de captação dos dados, com cálculos precisos e dados coerentes. O responsável pelo setor orçamentário tem uma visão detalhada dos gastos previstos pelos demais setores, podendo intervir a qualquer momento para corrigir eventuais distorções, bem como para evitar que as despesas previstas sejam justificadas insuficientemente, principalmente aquelas com valores representativos. Cada setor gera sua proposta e o setor orçamentário as consolida, gerando a proposta orçamentária da UO, a qual é encaminhada ao TSE automaticamente para avaliação. No TSE ocorre um processo semelhante: à medida que as propostas das diversas UOs são recebidas, o responsável pelo setor orçamentário as avalia e consolida e, ao final, gera a proposta orçamentária da Justiça Eleitoral. É importante frisar que este processo pode se repetir diversas vezes, até que o orçamento seja aprovado pelo Congresso Nacional. Os resultados alcançados com a utilização do sistema são visíveis: uniformidade dos procedimentos adotados pelas diversas Unidades Orçamentárias, celeridade do processo, confiabilidade das informações e menor propensão a erros.
MELO, Bruno Stephan
Veras de. Modelo de Previsão para Arrecadação Tributária. Brasília : ESAF,
2001 97 p. Monografia vencedora em 1° lugar no VI Prêmio
Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a
Administração Financeira Pública, Brasília (DF).
A presente monografia tem por objetivo principal aplicar novas metodologias para a previsão da arrecadação tributária federal, especificamente para o imposto de renda, efetuada pela Secretaria da Receita Federal. As metodologias estudadas são a de alisamento exponencial, mediante a utilização do algoritmo de Holt-Winters sazonal aditivo, e a de modelos sazonais auto-regressivos integrados de médias móveis, SARIMA, conhecido como a metodologia de Box-Jenkins. A primeira parte da monografia consiste de uma revisão bibliográfica, onde tanto os conceitos básicos sobre séries temporais, como os de estacionariedade e não-estacionariedade, quanto os tradicionais auto-regressivos, de médias móveis e suas combinações são apresentados de forma resumida. Mostram-se, também nesta parte, a teoria que embasa as metodologias de alisamento exponencial e Box-Jenkins e os programas computacionais utilizados ao longo do trabalho. A seguir, as previsões geradas pelas novas metodologias são mostradas, juntamente com os resultados obtidos pelo método utilizado pela Secretaria da Receita Federal, denominado de método de indicadores. Os resultados econométricos sugerem a superioridade estatística das metodologias alternativas baseadas na modelagem das séries temporais de imposto do renda, para fins de previsão de arrecadação tributária, em relação àquelas obtidas mediante o método indireto de indicadores implementando pela Receita Federal. Finalmente, da análise comparativa dos resultados obtidos pelas três metodologias estudadas, recomenda-se uma metodologia específica, para cada uma das sub-divisões do imposto de renda considerado no presente estudo, de forma a complementar o método atualmente utilizado no âmbito da Secretaria da Receita Federal, e poder aprimorar as previsões sobre a arrecadação deste tributo, fundamental para uma efetiva implementação das políticas fiscais do País.
MORAES JÚNIOR, Moacir. O crescimento do Déficit Público e o Processo Decisório Orçamentário. Brasília : ESAF, 2001. 42 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Belo Horizonte (MG).
A análise desenvolvida neste trabalho contempla a definição do papel do Estado na economia, demonstrando, que, de acordo com as tarefas que lhe são atribuídas, deve ele dispor de um determinado montante de recursos para desempenha-las a contento. O primeiro capitulo analisa o orçamento público enquanto estabelece ligação entre os sistemas de planejamento e de finanças pela expressão quantitativa, financeira e física. Neste estudo foi possível utilizar o orçamento como meio de descentralização administrativa, de delegação de competência, de apuração de responsabilidades, não só da organização, mas também dos gestores. O segundo capitulo analisa a importância que o déficit público adquiriu a partir da dificuldade de se conseguir recursos estrangeiros na década de 70, destacando ainda , as políticas econômicas adotadas pelo governo, a instabilidade resultante das mesmas e o comportamento do déficit público.A crise econômica brasileira, apresenta três ângulos diferentes: O impasse na reciclagem da dívida externa, o desequilíbrio das contas internas e a quebra do encanto da promessa de um futuro pleno de perspectivas favoráveis, tanto em termos de aumento de produção interna quanto da expansão de oportunidades de emprego.O grande desafio das autoridades econômicas deverá ser a formulação de uma estratégia efetiva de redução do déficit público, o que exige decisões difíceis e corajosas. Se o governo conseguir apresentar um plano de estabilização econômica efetivo e consistente com o respaldo de toda a sociedade, os bancos credores serão os primeiros a apoiar o Brasil nesta empreitada. A confiança depende fundamentalmente da saúde econômica do país.A renegociação da dívida e sua rolagem automática não forçariam os custos das empresas e o Governo poderia acabar de vez com o famigerado artifício dos depósitos registrados em moedas estrangeiras no Banco Central. Caminha-se na direção de orçamentos inteligíveis quando se explicita os vários segmentos dos setor público tais como o fiscal, o empresarial e o monetário. Interligados por uma complexa rede de transferências inter-orçamentárias, dificultam a visão global das contas do governo, tornando impossível o controle do déficit. Se ao fechar um orçamento o problema fosse exclusivamente financeiro bastaria elevar as receitas e cortar gastos. Só que isso não corrige distorções como preços e tarifas defasadas nem os subsídios implícitos nas contas monetárias. É preciso renovar as regras e as instituições que regulam uma economia em contínua e acelerada transformação. É preciso intervir diretamente contra o interesse de uma maioria política que corrobora com o déficit público. Seu equacionamento deverá passar por correções nas políticas monetária e cambial, uma vez que os juros da política monetária somados à inconsistência da política fiscal detonam o aumento do componente de endividamento em detrimento dos gastos com o setor público e investimentos. Há um limite para o endividamento do setor público: déficits permanentes podem elevar a relação dívida/PIB a ponto de comprometer os investimentos do setor privado e inviabilizar a rolagem dos encargos financeiros da dívida. Neste caso o déficit seria a causa e não o resultado de um processo recessivo.
NEROSKV, Luiz Carlos. Proposta para Aperfeiçoamento do Processo Orçamentário Federal. Brasília : ESAF, 2001. 80 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001.Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Brasília (DF).
O objetivo do presente trabalho é sugerir medidas que poderão ser adotadas pelo governo federal para aperfeiçoamento do processo de elaboração do orçamento. Tais medidas dizem respeito à integração do orçamento com o planejamento e ao aumento da capacidade técnica e gerencial da administração federal. Com esse propósito, faz-se uma análise da reforma orçamentária que vem sendo levada a efeito nos últimos anos, principalmente no tocante aos esforços desenvolvidos em 1998/1999 para integração do orçamento com o planejamento por ocasião da elaboração do Plano Plurianual 2000-2003 e do Orçamento Geral da União para 2000. Conclui-se que a referida reforma orçamentária, em seu estágio atual, apresenta-se incompleta, uma vez que apenas a capacidade de assegurar a obtenção das metas fiscais agregadas foi efetivamente implementada. Desse modo, em face dos reflexos positivos daquela experiência e tomando como referencial os conceitos e as recomendações da abordagem da Gestão dos Gastos Públicos, apresenta-se uma proposta no sentido de que a programação do Orçamento Geral da União, sem prejuízo de sua anualidade legal, passe a ser quadrienal, com o objetivo de implantar uma sistemática de integração efetiva dos processos de orçamento e de planejamento. Apresentam-se, ainda, sugestões complementares para aumento da capacidade técnica e gerencial da administração federal e o conseqüente aperfeiçoamento da análise das políticas públicas, dos problemas setoriais e das correspondentes ações governamentais, devendo tal intervenção resultar em maior eficiência alocativa dos recursos e aumento da qualidade do gasto público.
NUNES, Selene Peres Peres. O Modelo do Fundo Comum Aplicado às Instituições Orçamentárias no Brasil. Brasília : ESAF 2001. 56 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Brasília (DF).
O trabalho analisa o problema básico da teoria do fundo comum aplicado a alocação de gastos públicos brasileiro entre as várias áreas - educação, transporte, saúde, infra-estrutura, etc. pois cada Ministério setorial, ao elaborar sua proposta tende a pressionar por maiores gastos em detrimento dos demais. Estuda-se também o momento em que o problema do fundo comum em que a tributação é utilizada como fonte de financiamento e quando ocorre financiamento através de endividamento. O custo dessa política é transferido para os períodos seguintes, portanto para os contribuintes futuros. Por fim, verifica-se o problema do fundo comum associado a decisões de gasto regionalmente descentralizadas. Uma estrutura federativa em que há três níveis de governo União, Estados e Municípios todos com autonomia administrativa, financeira e política, é especialmente suscetível ao problema do fundo comum se considerarmos que todas as possibilidades aqui discutidas se reproduzem em cada nível e que, além disso, há uma expectativa de transferir para as demais unidades da federação o custo do endividamento. Realiza-se ainda um histórico dos recorrentes processos de renegociação de dívidas, buscando ilustrar bem esse comportamento que, novamente, pode ser explicado tanto do ponto de vista individual como político. Tanto os indivíduos ficam satisfeitos em transferir o ônus para indivíduos de outros entes, como os governantes para outros governantes. A falta de transparência mais uma vez soma-se ao problema do fundo comum através da fraca percepção de como serão distribuídos os custos pelo conjunto da sociedade. No Brasil, há uma combinação dessas três possibilidades que combinam o problema do fundo comum com a informação imperfeita, ensejando sobre gasto e sobre endividamento. Este trabalho analisa o modelo do fundo comum aplicado às instituições orçamentárias no Brasil e suas conseqüências, bem como os possíveis efeitos nas finanças estaduais das mudanças introduzidas por regras fiscais, notadamente pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Faz-se ainda uma apresentação do modelo do fundo comum aplicado ao orçamento e à dívida, cujos problemas são potencializados por uma estrutura federativa. Aponta-se os avanços institucionais introduzidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal na área de planejamento e orçamento, as regras para renúncia de receitas e geração de despesas, os limites para pessoal e dívida, mostrando como as regras fiscais podem ajudar a solucionar os problemas do fundo comum. A análise de alguns dados permitiria, ainda que em caráter preliminar, projetar pela primeira vez os impactos da aplicação de regras fiscais sobre a federação, podendo orientar a formulação de futuras políticas.
PECEGUINI, Edison Eugenio. Análise
Comparativa de Métodos de Previsão Aplicados à Arrecadação do ICMS - Estado de São
Paulo. Brasília : ESAF, 2001. 47 p. Monografia premiada em 2°
lugar no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação
sobre a Administração Financeira Pública, São Paulo (SP).
O presente estudo consiste em avaliar diferentes metodologias de previsão aplicadas à série histórica de arrecadação do ICMS no Estado de S. Paulo. Engloba uma breve revisão do conceito de receita pública, destacando a obrigatoriedade de prevê-la, para, subseqüentemente, salientar a importância do ICMS na receita estadual paulista. São focalizadas, de forma sucinta, as bases teóricas de 4 (quatro) metodologias alternativas para previsão, cuja aplicação à série de arrecadação do ICMS no Estado de S. Paulo, no período de janeiro de 1995 a dezembro de 1999, resultou na obtenção de 4 (quatro) previsões, em bases anuais e mensais, sob o enfoque financeiro (ou seja, sob o ponto de vista de caixa), para o ano 2000. Os resultados encontrados foram comparados através do confronto dos valores prospectivos com os valores efetivamente arrecadados em 2000, possibilitando avaliar a qualidade de cada uma das previsões e, desse modo, sugerir os métodos mais apropriados e em que circunstâncias podem ser melhor aproveitados, buscando minimizar os erros de previsão. Os métodos examinados aplicam-se também às previsões sob o enfoque orçamentário. As previsões desenvolvidas neste estudo não correspondem às previsões oficiais elaboradas para o ano 2000 na Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda do Estado de São Paulo. Destacou-se, como melhor método, aquele baseado na Decomposição Clássica de Série Temporal, que se constituiu em uma mescla de modelo analítico e modelo de previsão, tendo ficado em primeiro lugar quanto aos valores previstos mensalmente e em segundo lugar no tocante à previsão anual. O Método Convencional, que ficou em quarto lugar no tocante às previsões mensais, foi o que mostrou melhor resultado em termos de previsão anual. Ainda no que se refere às previsões mensais sob o enfoque financeiro, caso seja adotado período prospectivo correspondente a um semestre, isto permite o aproveitamento dos outros dois métodos incluídos neste trabalho, a saber: Linha de Tendência e Modelo Auto-regressivo (ARIMA).
RIBEIRO, Renato Jorge Brown. A Construção de um Paradigma para a Contabilidade Pública no Brasil. Brasília : ESAF, 2001. 30 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Brasília (DF).
O trabalho trata as questões relativas à avaliação das questões que desembocaram na dicotomia que os sistemas de Contabilidade e Controle se envolveram em procurar trabalhar as dimensões da legalidade/legitimidade ou eficiência/eficácia/ efetividade, terminando por procurar desenvolver as principais diretrizes gerais do que seria um sistema de contabilidade gerencial para o Brasil. A monografia está dividida em duas partes: a primeira trata da dicotomia entre a avaliação de desempenho e o controle da legalidade no âmbito do sistema de contabilidade e controle, e a segunda procura desenhar as principais características do Sistema de Contabilidade Gerencial. Apresenta uma série de propostas para o desenvolvimento da Contabilidade Pública Gerencial no Brasil.
SANTOS, Aparecida Maria Soares dos. A Formalização da Gestão Pública e a Contabilidade. Brasília : ESAF, 2001. 34 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Uberaba (MG).
Este ensaio se constitui de uma síntese critica sobre o papel da contabilidade como apoio gerencial, desenvolvido sob observações contextuais em tempo presente. A primeira parte enfoca o campo observado, bem como traça características ambientais, assim como apresenta alternativas para desenvolvimento de programas nas diversas áreas da administração tanto pública como privada. Fica evidente a importância de diagnosticar as instabilidades administrativas bem como visualizar deficiências que se constituem em fator básico para elevar o nível social de um sistema. Na segunda parte são colocadas as diversas atribuições da prática contábil não somente no setor público, porém evidencia se a necessidade de seu uso de forma gerencial que se constitui de instrumento de análise contextual pesando significativamente na elaboração, execução, como subsídio básico da gestão pública, bem como na avaliação de interatividade entre a iniciativa privada e o poder público que se constituem na essência organizacional de uma nação. Evidencia-se a responsabilidade contábil nas relações entre as diversas nações na medida em que cada país participa de um sistema universalizado que para se manter em equilíbrio é necessário que haja um mínimo de correspondência interativa entre os interesses individualizados.
SANTOS, Paulo Sérgio Viana dos. A Importância do Sistema Integrado de Administração Financeira no Controle e Gerenciamento da Administração Pública. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Rio de Janeiro (RJ).
Esta obra trata de Orçamentos e dos Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, onde de maneira sucinta, evidenciar-se-á a importância do Sistema integrado de Administração Financeira no Controle e Gerenciamento da Administração Pública. Buscarei elucidar um pouco da vastidão de assuntos que este tema nos oferece, mas para isso, terei de abordar conceitos diversos, que irão facilitar o entendimento da verdadeira importância dos Orçamentos e dos Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, bem como, o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, marco que revolucionou o trato das informações no âmbito governamental. O Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), foi implantado através Instrução Normativa nº 022, de 22 Dez 86, da Secretaria do Tesouro (STN), introduziu profundas alterações na sistemática adotada no trato dos assuntos de Administração Financeira, Contabilidade e Auditoria. Este Sistema unificou os procedimentos de execução orçamentária e financeira da Administração Federal e, mediante a utilização do processamento eletrônico possibilitando diversos benefícios, dentre outros: § A agilização da programação financeira de desembolso e otimizando, o uso dos recursos do Tesouro Nacional. § A Contabilidade tornou-se uma fonte fidedigna e tempestiva de informações gerenciais, destinadas a todos os níveis.§ Os Órgãos de Controle participantes do Sistema de Controle Interno fossem providos de mecanismos de controle da execução orçamentária e financeira, com a padronização, mediante integração a compatibilização, das informações de que serão providos todos os Órgãos de Controle Interno.§O Sistema permite o controle diário do processamento da execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil, através os terminais de vídeo.O Sistema Integrado de Administração Financeira veio trazer um novo vigor e transparência em tudo que ocorre na Administração Financeira e na Contabilidade Federal, sendo um instrumento forte ao lado dos Agentes Fiscalizadores e um limite para aqueles que movimentam o patrimônio público.
SOARES, Luciene Ribeiro. Considerações sobre uma Sistemática de Custos na Função Saúde do Estado de Minas Gerais, sob a Ótica da Avaliação Orçamentária. Brasília : ESAF, 2001. 87 p. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Belo Horizonte (MG).
Nos dias de hoje, surge uma constante preocupação em relação a utilização dos escassos recursos públicos, tornando-se necessários controles baseados na eficiência e eficácia destes. Uma mudança na Contabilidade Governamental, com ênfase na Contabilidade Gerencial, é capaz de permitir, a médio e longo prazo uma melhoria no desempenho dos governos em vários sentidos, refletindo, principalmente, na melhoria da prestação de serviços à sociedade. Ao mesmo tempo, se bem aplicada no controle orçamentário pode ser um grande instrumento de auxílio para o alcance da transparência das contas públicas. Diante desse contexto, o trabalho desenvolvido tem como objetivo tecer considerações sobre a avaliação orçamentária, baseada numa metodologia de sistematização de custos, tendo como escopo a Função Saúde no Estado de Minas Gerais. E assim, a partir dos custos unitários dos produtos e serviços
SUGA, Nelson. Estratégias Gerenciais para Melhoria de Sistemas de Informação para Administração Pública. Brasília : ESAF, 2001. Monografia não premiada, apresentada no VI Prêmio Tesouro Nacional 2001. Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública, Curitiba (PR).
Este trabalho apresenta uma visão gerencial das estratégias sobre melhoria de sistemas de informação. Considerações são feitas sobre o papel fundamental do gerente e o ambiente de atuação do gerente, a sua complexidade, os pontos comuns das atividades gerenciais em informática e os seus desafios. Os sistemas de informação para finanças e orçamentos são fundamentais para os governos. Sendo o sistema financeiro federal brasileiro um dos mais descentralizados, há muitos sistemas de informação ainda a serem feitos ou aperfeiçoados pelos Estados e municípios. Os sistemas de informação são notoriamente difíceis de serem desenvolvidos dentro do custo, do prazo e das funcionalidades previstas. Para se conseguir melhores resultados em desenvolvimento e manutenção de sistemas de informação, quatro estratégias gerenciais são apresentadas: 1 - administração pelos princípios, 2 - a busca da simplicidade, 3 melhoria da segurança e, 4 - adaptação de boas práticas. A simplicidade inclui ações de padronização,normatização e documentação. Estas estratégias produzem como resultado: agilidade nas informações para o governo e para os cidadãos; segurança maior nos sistemas e nos dados; redução de custo total dos sistemas de informação, sem perda na sua funcionalidade e desempenho, de modo a ter maior proporção de recursos aplicados em atividades -fins do governo; e qualidade de vida melhor para os profissionais da organização de informática.